ESPAÇO ABERTO - Subir ou descer
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
Walmor Macarini 
Quando emitimos pensamentos, sentimentos e palavras de baixa qualidade entramos na sintonia daqueles que estão fazendo o mesmo, e assim essa corrente se funde e se robustece e torna-se um só corpo, qual monstro de horrendo aspecto. Emanações inqualificadas fortalecem a onda vibratória negativa, com reflexo em nós mesmos na forma de infortúnios, perdas, doenças, e também sobre a natureza, pois nada no universo está dissociado.
Em tudo de trágico (e também de bom) que acontece ao nosso redor e pelo mundo há uma parcela da cooperação individual de cada um. Salvam-se aqueles que ancoram a luz das esferas e formam a legião dos iluminados da Terra, e eles não são muitos.
As pessoas em estado de oração estão acionando correntes de força. Há um poder criador na prece, porque ela é a emanação de sentimentos e vontades. O mesmo se dá com as ''orações'' ao inverso, que fazemos por meio dos sentimentos de ódio, inveja, competição, intriga, vingança e, sobretudo, aquele desejo de ver concorrentes e rivais se prejudicarem.
É comum as pessoas orarem pela paz no mundo mas continuarem no vício da maledicência, do pessimismo, dos desejos raivosos de punição, da intolerância, da ausência de perdão, enfim tudo aquilo de ruim que pensam e fazem com tanta frequência e já nem percebem, porque não se policiam. Assim, desfazem ou enfraquecem o efeito de suas preces e devotamentos.
Os intrigantes e maledicentes justificam-se alegando que estão ''apenas falando a verdade''. Não sabem o mal que causam aos outros e, principalmente, a si mesmos. Certo é que as verdades boas não ganham espaço em suas atenções para com a vida alheia.
Os males que semeamos tornam-se um fardo, e temos de carregá-lo, vidas afora, até que resolvermos esvaziá-lo. Este é o sentido do karma, que não é um castigo como muitos supõem mas simplesmente a acumulação do que havemos feito de inqualificado ou de puro.
Sem uma tomada de consciência de cada um, o processo de cura da Terra e dos que nela habitam se retardará. Todo ser humano tem em si o atributo da origem divina e, portanto, pela decisão de seu Eu Superior pode desvincular-se do monstro sinistro que ajudou a formar e, dessa forma, tornar-se uno com aqueles que estão agindo como ele.
Cada indivíduo deve escolher se deseja integrar o arquétipo do caos, que personifica as negatividades do mundo, ou formar o círculo virtuoso do positivismo, dos pensamentos e sentimentos puros, das boas palavras e práticas, da recorrência ao seu Eu Divino, que nunca se equivoca e está sempre disponível, embora pouco requisitado. Subir ou descer. Estas são condições que ocorrerão tão simplesmente pelo tipo de uso que fizermos da vivência terrena que estamos tendo.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


