ESPAÇO ABERTO - Sociedade Rural do Paraná e os recursos Banco Mundial
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Moacir Sgarioni 
A Sociedade Rural do Paraná recebeu com satisfação a notícia da formalização do empréstimo ao governo do Paraná de mais de R$ 700 milhões junto ao Banco Mundial, contrato este, que faz parte de um conjunto de mais de seis empréstimos que o Estado vem negociando desde 2011.
Em outras épocas tivemos avanços na melhoria das atividades agropecuárias e na vida do homem do campo com os recursos que recebemos do Banco Mundial, dentro dos programas denominados Paraná Rural e Paraná 12 Meses.
O processo de empréstimo, após a assinatura do governador Beto Richa, passará pela Secretaria do Tesouro Nacional e depois segue para aprovação pelo Senado, primeiro passando pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e depois pelo Plenário. Esperamos que nossos representantes os senadores Alvaro Dias, Roberto Requião e Sérgio de Souza apoiem o projeto e lutem para que o Paraná receba estes recursos. .
O setor do agronegócio paranaense responde com produção e traz divisas para o País, porém sofremos com o ''Custo Brasil''. Nossa terra é uma das melhores do mundo, nossas propriedades, em sua maioria, são formadas por pequenos agricultores que correspondem em termos de produção e produtividade, portanto temos que receber retorno sobre isso.
A entidade gostaria, no entanto, que fossem esclarecidos os destinos de tais recursos. O Estado tem problemas de logística, como transporte, armazenagens, verticalização da produção e de sanidade, tanto animal quanto vegetal.
A Sociedade Rural do Paraná, pela sua tradição e comprometimento com a classe agropecuária, tem como postura a luta por investimentos no setor. Mas continuamos afirmando que os processos precisam ser claros, mostrando para a classe e a sociedade paranaense quais os programas e suas linhas, com custos, metas e resultados, acompanhamentos e prestação de contas do que foi e o que não foi feito e o porquê.
Somos sabedores que para cada empréstimo do Banco Mundial é necessária contrapartida. Para este empréstimo de R$ 714 milhões, cabe ao Estado colocar mais 180% aproximadamente, ou seja, perto de R$ 1,3 bilhão, um valor que irá representar um importante investimento para o Estado e para nosso segmento, bem como para todos os paranaenses.
Os recursos serão liberados em parcelas, o que também é muito bom, pois se não forem utilizados conforme o contratado para um ano, não será depositada a parcela do ano seguinte. Isto significará resultados efetivos: cumpriu as metas vêm mais recursos, não cumpriu não vem, o que obriga a aplicação correta nos investimentos planejados no projeto elaborado.
Como a dívida é para 15 anos, já incluída uma carência de cinco anos, com taxas de juros em torno de 1,2% ao ano, caberá ao Estado a responsabilidade de arcar com as variações do dólar.
Este empréstimo é para investimentos, o resultado será a melhoria da produção, aumento de divisas e correção da logística, e não poderá ser gasto em pagamentos de servidores.
Os outros empréstimos já fechados são destinados a investimentos como segurança, justiça e planejamento, de interesse de todos os paranaenses.
Que esses recursos sejam muito bem-vindos e realmente investidos de forma responsável e transparente.
MOACIR SGARIONI é presidente da Sociedade Rural do Paraná


