Quando se fala em sexualidade, a maioria das pessoas faz uma associação direta com sexo, como se fossem sinônimos. Sexo e sexualidade são palavras diferentes e com significados diferentes. Sexualidade é uma dimensão inerente da pessoa e está presente em todos os atos da vida. É um elemento básico da personalidade que determina no indivíduo um modo particular e individual de ser, de manifestar-se, de comunicar-se, de sentir, de expressar e de viver o amor. Sexualidade é auto-identidade, é a própria existência.
A genitalidade é uma função dos órgãos genitais, um fenômeno fisiológico, liberador de emoções para satisfazer o instinto. Existe também sem o compromisso do relacionamento e sem vínculo de afeto. Entretanto, a sexualidade tem uma dimensão tipicamente pessoal e humana. Claro que também compreende a genitalidade, porém a supera e a transcende, chegando a um contexto muito mais rico de valores. Ela sobrepõe-se aos limites do impulso genital, que não é mais que um dos muitos elementos de uma relação sexual, em que intervêm, sobretudo a afetividade, a fantasia, a emoção e a comunicação.
Entende-se por sexo o conjunto de características anatômicas e fisiológicas que determinam que os indivíduos sejam masculinos ou femininos. A sexualidade é...a forma de comunicação que pode ser aprendida, controlada e dominada pela consciência, pela vontade e pela liberdade dos indivíduos; a linguagem de entendimento do casal, que tem múltiplas formas de manifestação, segundo a idade, o sexo, os costumes, os valores e as normas existentes; envolvida por um conjunto de fatores culturais, que têm sido expressos pelas diferentes culturas de acordo com o sexo e em cada etapa da vida.
Sexualidade, portanto, é material de aprendizagem. Como diz Paulo Freire: ''Somos corpos programados para aprender''. Tem sido intensamente explorada pelos meios de comunicação, principalmente nos últimos 20 anos, tanto com a finalidade de alcançar picos de audiência como com o intuito de fazer marketing de produtos variados. A televisão é o principal comunicador de massas da atualidade. Consequentemente, educa, cria padrões e dissemina informações. Infelizmente, um meio com tal capacidade tem sido usado com frequência de maneira inadequada, gerando deseducação, repetindo padrões irreais e omitindo e/ou deturpando informações.
A sexologia, como ciência do comportamento sexual, é reconhecida no mundo acadêmico. Pode ser dividida em duas áreas, uma preventiva (educação sexual), outra curativa (sexologia clínica - medicina e terapia sexual). Trata-se de uma área de atuação de médicos e psicólogos atualmente com uma demanda muito grande. Atualmente, o profissional médico pode contar com o avanço da farmacologia sexual propiciado pelas pesquisas da indústria farmacêutica.
Pode parecer estranho, mas o surgimento do Viagra nestes últimos seis anos ofereceu ao homem a possibilidade de diminuir a distância entre o que é sexo e o que é sexualidade. Eficaz e seguro, sob orientação médica, é um dos maiores aliados contra a atual epidemia de infelicidade conjugal. Ao tornar o prazer mais alcançável, a parceria tem tudo para dar certo.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo
- Caro leitor, caso tenha dúvidas sobre sexo ligue para 0800-770-6543, de 2 à 6, das 10 às 18h. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo. Querendo saber mais acesse o site: www.projetoamarbem.com.br

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