Toda vez que uma empresa, uma entidade, prefeitura ou governo muda de comando, gera a expectativa entre os comandados de como será a condução da administração; quais as mudanças de conceito ocorrerão; quais as metas serão exigidas; quais cargos de primeiro e segundo escalão terão novos donos.
É assim em todo lugar. Reza a cartilha que tudo deve ser feito sem causar traumas excessivos para que a máquina administrativa não interrompa seu funcionamento e provoque descontinuidade de projetos e ações que vinham sendo realizados.
É com esta responsabilidade que no dia primeiro de janeiro o prefeito eleito de Londrina, Alexandre Lopes Kireeff, assume a administração municipal. A expectativa da população para mudança com a nova administração é grande. Mas a revolução não acontecerá só pela condução do prefeito, mas também pela postura do funcionalismo público.
É preciso que os funcionários públicos municipais deixem de lado suas preferências partidárias, comodismos e mentalidade de estabilidade de emprego e trabalhem com o objetivo comum de transformar a administração pública municipal numa referência no País.
Exemplo da postura despreocupada com o sistema de atendimento público é o número de afastamentos por atestado médico, que é severamente maior que no sistema privado, sabedores que recebem mais do que a iniciativa privada, a carga horária é menor e quando se aposentar o salário não terá redução.
Essa fatia de servidores públicos municipais que trabalha com descaso e descomprometimento com o sistema, um dia se dedicou e empenhou meses de estudos e passou no concorrido concurso público municipal, ou seja, capacidade o funcionalismo tem. É preciso agora que todos tenham comprometimento.
Quais são as metas de satisfação e eficiência dos setores dentro de uma prefeitura? Quantas vezes o mesmo munícipe terá que voltar para resolver a sua necessidade? Há muito o que fazer. Temos somente um período de portas abertas, o que dificulta o andamento da cidade. Para que a cidade deixe o marasmo para trás, a prefeitura tem obrigação de ser o facilitador. Porém, nos últimos anos, ela vem agindo como limitadora do progresso.
É essencial que os servidores públicos municipais tenham realmente orgulho do trabalho que executam, com dedicação e preocupação de fazer o melhor pela cidade e pela população. A Prefeitura de Londrina sempre teve servidores excelentes e são esses profissionais, apoiados em um comando sério, que devem servir de espelho para os demais.
Ao novo prefeito caberá treinar bem e fiscalizar seu ''time'' - como ele mesmo chamou -, para que não ocorra mais descaso, retrabalho, perda de prazos, descumprimento de cronogramas, morosidade no andamento de processos solicitados pela população. A máquina tem que funcionar e funcionar bem!
Londrina tem funcionários públicos muito comprometidos. Que estes servidores motivados contagiem o time inteiro, para que unidos alcancem a tão almejada administração técnica, eficiente e com metas a serem cumpridas.
Londrina precisa de uma equipe de funcionalismo unida e eficiente, e isso é urgente.

VALTER ORSI é presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Sindimetal) de Londrina

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