ESPAÇO ABERTO - Responsabilidade individual
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de fevereiro de 2004
Walmor Macarini 
As doenças que assolam a humanidade e as novas que vão surgindo, algumas aterradoras, nada mais são do que resultado das emanações da mente coletiva. As tragédias humanas não acontecem por acaso. Nem as fatalidades existem, mas constituem o ponto de ebulição de correntes vibratórias que foram se acumulando, qual balão que vai se inflando e em certo momento explode. Não existe ''vontade de Deus'' nas coisas que acontecem, más ou boas, e sim uma natural consequência da lei de causa e efeito. Tudo no universo se move por esse princípio.
A maioria das pessoas tem uma concepção equivocada de Deus e o imagina um ser à parte, sentado num trono e pronto para conceder graças ou punir. De certa forma podemos imaginá-lo assim se assumirmos a consciência de que movemos as coisas pelo poder de nosso pensamento, sentimento, palavra e ação e que compomos a unicidade cósmica - entenda-se aí o conjunto de todas as coisas, que em síntese significa Deus.
Inútil culpar este ou aquele grupo social pelas doenças e comportamentos humanos inqualificados; inútil culpar individualmente este ou aquele dirigente mundial, potência econômica, o terrorismo, porque todos esses fenômenos são efeito da corrente mental criadora que emana da massa humana. Ademais, tudo aquilo que se combate com ira tende a robustecer-se, porque opera na mesma consonância vibratória.
Quando uma guerra irrompe, ela já estava latente na mente de cada ser, porque as guerrinhas individuais - que são nossas iras diárias, ganâncias, disputas, invejas, vinganças, maledicências - vão se cristalizando e se robustecendo até chegarem ao ponto de saturação, e explodem em algum lugar, geralmente o mais fragilizado ou propenso, portanto receptivo. E não só as guerras, mas as doenças, algumas assumindo dimensão de pandemia, as tempestades e as tragédias ''domésticas'' em forma de acidentes, assassinatos e por aí em diante.
O que é para a natureza próxima é para a natureza global, ou seja, a soma das mentalizações inqualificadas polui o éter, com as inevitáveis reações. Se um ácido corrosivo destrói o mais rígido metal e contamina o ar, as águas, a terra, por que as emanações impuras da mente coletiva estariam imunes de produzir estragos?! A culpa pelas coisas, portanto, não é ''dos outros'' mas de cada um particularmente, portanto todos. Até as incapacidades e negligências governamentais, a corrupção, são resultantes da corrente vibratória somatizada da personalidade humana, que contém as suas porções individualizadas dos mesmos defeitos e fertilizam as mentes já tendentes a esses males e práticas.
O mundo só se modificará para melhor quando cada pessoa fizer o mesmo e assim redirecionará o rumo das coisas. O ser humano, centelha de Deus, encerra em si a essência e o ego, mas tem dado permissão para a prevalência do segundo. Cada indivíduo tem em si o aspecto da divindade, que é poderosíssimo se posto em ação, e poderá reverter o processo, transformando esta morada terrena numa ante-sala do paraíso.
WALMOR MACARINI é jornalista


