Londrina sedia a representação para todo a região Norte do Estado da Associação Brasileira de Recursos Humanos, a ABRH. Em 2004 a associação comemora dez anos de trabalhos intensos nos quais 18 mil pessoas participaram ativamente. Excelentes resultados foram alcançados. Os gestores de Recursos Humanos das empresas de Londrina e região acessaram o que há de mais moderno e eficiente em soluções para sua área.
No momento em que uma nova diretoria da ABRH regional toma posse para o triênio 2004-2006, um grande desafio solicita maior atenção e cuidado no planejamento das ações que serão empreendidas em um ano de esperanças renovadas para a economia nacional e mundial. Para entender a natureza deste desafio, uma breve retrospectiva histórica poderá ajudar. No início da Revolução Industrial a teoria do capital declarava que a riqueza era alavancada por meio de investimentos em ativos tangíveis. Fábricas e máquinas eram os geradores e indicadores da riqueza.
Nos anos 80 a liderança do mercado era conseguida pelas empresas que tivessem o poder da informação. Esta fase foi seguida pela Era do Conhecimento, iniciada nos anos 90. Uma forte e crescente evidência foram dadas ao termo ''recursos humanos'' a partir de então.
É curioso observar que até algum tempo atrás as empresas não se davam conta de que ao contratar pessoas para suprir necessidades de mão-de-obra elas agregavam gratuitamente à organização os seus ativos intangíveis: inteligência, atitudes positivas, confiabilidade, responsabilidade, habilidade em aprender, criatividade e sensatez. Além da força ou mente de trabalho, todos estes elementos estão presentes no homem convergindo em forma de desempenho profissional, afinal, uma pessoa não tem como se desvincular de sua alma, suas emoções e coração quando se dedica a seus afazeres.
O que o mundo vive, hoje, é uma nítida contraposição à teoria do capital que definia riqueza e lucro no início da industrialização. As pessoas passam a ser consideradas o grande diferencial para as organizações.
O capital humano é, definitivamente, o mais novo elemento na equação do lucro e, na verdade, aquele que passa a ponderar o resultado final. Mas é perceptível a ignorância que ainda existe em considerável fração do meio empresarial em relação a esta realidade.
O desafio consiste em que a ABRH exerça o seu papel de interlocutor junto ao empresariado no que tange a esta nova realidade. O objetivo será o de aproximá-lo e dar a conhecer quais sejam os investimentos e as ações que consolidem os recursos humanos de sua organização como ''capital humano'', de modo a alcançar todos os benefícios potenciais destas medidas.
ABRAHAM SHAPIRO é diretor de Relações Institucionais e Corporativas da ABRH regional Norte

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