Viver é bom demais, não é? Mas dá trabalho, pois a cada momento nos surge uma surpresa, exigindo que acertemos a rota de nossas vidas. Caiu? Levante-se, chega de preguiça de viver! Cabe a nós, explorar as possibilidades que o viver nos oferece e transformar o nosso destino.
O primeiro passo é deixar de nos lamentar e desenvolver uma relação mais adulta com o fracasso. É preciso e possível analisar os erros e aprender com eles. Parece-nos acertado o que já foi muito bem colocado de que ''todos nós temos o nosso deus interior que é o entusiasmo'' de cada um. Vamos resgatá-lo sempre no momento em que decolarmos, ao nos comprometer com as nossas novas fases de realizações. Podemos escolher se queremos ser ganhadores ou perdedores. A diferença entre um e outro é justamente a forma como percebemos as perdas e reagimos a elas. Então, inventemos soluções viáveis e renovemo-nos constantemente.
Em razão da globalização, tantos caminhos nos são oferecidos, que às vezes até nos equivocamos e saímos da rota que escolhemos, o que nos deixa estressados. No intuito de vencermos pela opção escolhida, nem sempre obtemos o resultado desejado, até mesmo porque nos esquecemos que para ''vencer'', primeiramente devemos ''realizar''. Michael Jordan, astro do basquete americano, disse : ''Fracassei, fracassei e fracassei na minha vida. E é por isso que eu sou um vencedor''.
A queda, via de regra, faz parte integrante do caminho das boas realizações. O sentimento de fracasso pode nos advir de um negócio que não foi concluído, um relacionamento fracassado, a perda de um ente querido, de um parente com depressão, pânico, com problema de drogas socialmente aceitas ou não, em uma demissão inesperada, ou outra causa qualquer. Mas está sempre ali, nos espreitando. Por quê? Ora, porque jamais nos preparamos para o fracasso. Seja qual for o cenário da queda, o que vem depois depende muito de como nós nos comportamos. Quem conseguiu reverter a situação, garante: o fundo do poço tem mola, sim senhores.
Em suma, mesmo que as nossas escolhas sejam equivocadas, levando-nos a pensar que fracassamos, o melhor de tudo é que sempre podemos e às vezes devemos mudar de idéia. No entanto, devemos ter a coragem de decidir. A atitude nascerá sempre do nosso desejo, que é uma questão subjetiva, portanto, personalíssima e que depende única e exclusivamente de cada um de nós mesmos.
Ao nascermos, adquirimos personalidade, que nos identifica como pessoa. Se não quisermos fracassar, devemos obrigatoriamente ampliar as boas realizações de nossa identidade, à fim de alcançarmos a cobiçada paz, que todo ser humano almeja, precisa e merece. Trocando em miúdos, relembro um pensamento de Miep Gies, que um caro amigo me ofertou: ''A ação pode fracassar, a inação é fracasso garantido''.

SÔNIA REGINA FAUSTINO é advogada e corretora de imóveis em Londrina

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