Há aqueles que ainda não se conscientizaram que o fumo mata impiedosamente. Mas de 50% dos fumantes morrem em consequência do uso indiscriminado desse maldito produto. As indústrias de cigarros, que são verdadeiras assassinas, usam tecnologias de ponta para mergulhar o cidadão de bem no vício por meio de um marketing falso.
O tabaco é uma das drogas mais perversas. E saber que tudo está legalizado pelo Estado. A irresponsabilidade de ambos - governo e indústrias - está estampada nos resultados obtidos ano a ano pela Organização Mundial de Saúde. O fumo tira a vida de cerca de 5 milhões de pessoas que fazem o uso dele em todo o mundo. No Brasil, o Estado usa o manto do álibi da arrecadação tributária - IPI e ICMS. Mas há dados verdadeiros em que o sistema de saúde gasta mais com os pacientes, vítimas do fumo, que a arrecadação, pois várias doenças surgem em função do uso do tabaco.
Nosso país já avançou bastante proibindo as propagandas dessa mercadoria assassina. Mas há necessidade de avançar mais. A proibição em recintos fechados será o próximo passo. Quem não se sente incomodado com alguém acendendo um cigarro ao seu lado? Há necessidade de uma educação ostensiva para aqueles que fazem uso do cigarro. É questão de educação e ética.
Sabemos que é iníquo querer culpar os viciados. Eles não têm culpa. A culpa é do Estado que permite que as indústrias vendam a idéia de que o fumo causa prazer e dá uma sensação de ser mais importante que os outros. Puro engodo! Deveria haver uma lei que exigisse das empresas uma cobrança ostensiva e restringisse o uso do tabaco. Só assim muitos iriam parar com esse vício diabólico. Isso seria preconceito e/ou discriminação? Ora, os fumantes que se ajustem se quiserem os postos de trabalho!
Infelizmente, os lobistas fazem marcação cerrada contra os congressistas sempre que há alguma lei que restringe o uso do tabaco, pois tais leis eliminam o espaço mercadológico das indústrias. As pessoas que representam as indústrias de cigarros deveriam colocar a mão na consciência e refletir que essas empresas estão tirando vidas de muitos pais que se deixam levar pelo show da propaganda enganosa.
As organizações governamentais, as ONGs e os órgãos políticos deveriam atuar com mais austeridade e propor eventos que mostrem os malefícios provocados pelo tabaco. Deveriam propor painéis de discussões, fazer exposição em público, usar as universidades, as escolas e as instituições em todo o país. O Estado não pode ficar à mercê do álibi dos tributos arrecadados em função das vendas. Enquanto isso, as pessoas que fazem uso desse produto estão morrendo.
GILBERTO JORDÃO é professor universitário em Maringá

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