Não houve quem não ficasse estarrecido com o maremoto ocorrido no dia 26 de dezembro de 2004. Naquele dia, as ''tsunamis'' devastaram boa parte do litoral sul da Ásia. Mais de 150 mil pessoas morreram. Por que isto ocorreu? Onde estava Deus naquele momento? Incrédulos do mundo todo têm perguntado: ''Se Deus é bom, por que ele permite desgraças como estas?''. O fato é que, com estas indagações, estamos atribuindo a culpa a Deus.
Não há dúvida de que a pergunta ''por quê?'' deve ser feita. Não podemos nos conformar com o sofrimento que existe na Terra. Todavia, será que o fato de Deus ''não intervir'' faz com que Ele seja culpado? Será que Ele não é bom por não impedir catástrofes como estas? Teria Ele algum prazer nisto?
Na realidade, não se trata de ser Deus bom ou não. Eventos como este são consequências da posição tomada pela humanidade: o pecado contra Deus. Entretanto, afirmações como esta são consideradas ''ignorantes'' em nossos dias. A Bíblia, no entanto, afirma que o homem pecou contra Deus, e isto inclui a todos: ''pois todos pecaram e carecem da glória de Deus'' (Romanos 3:23). Ela diz também que o pecado trouxe consequências à humanidade. ''Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará'' (Gálatas 6:7). Entre estas consequências está a morte: ''Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram'' (Romanos 5:12).
O que acontece é que não sabemos qual a gravidade do pecado. Ao invés de culparmos a Deus pelos frutos de nosso pecado, seria melhor que nos voltássemos a Ele, pois o mal e a morte jamais fizeram parte da vontade de Deus para o homem: ''Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei'' (Ezequiel 18:32). Elas são consequências da escolha pelo pecado. Por isso, só há uma atitude que pode transformar nossa posição diante de Deus: a fé no sacrifício de Cristo feito por nós e em nós.
Todavia, a Palavra de Deus também diz que: ''O julgamento é este: a luz (Cristo) veio ao mundo, mas os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más'' (João 3:19). Mesmo diante de tantas desgraças, como consequências do pecado, a humanidade não tem reconhecido sua necessidade de Cristo.
Lembre-se: a culpa não é de Deus, mas sim nossa. De nosso pecado. Deus jamais desejou que sofrêssemos. Pelo contrário, Ele em Sua longanimidade tem permitido que nos voltemos para Sua vontade enquanto há tempo. E Sua vontade é que recebamos a Cristo. Você já fez isto? Cristo é senhor de sua vida? Ou você vai continuar amando as trevas, o pecado?

MARCO ANTONIO SALES é mestrando em Teologia pela FTSA em Londrina

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