Como é sabido, o governo Lula tomou posse prometendo 10 milhões de novos empregos, além de assumir o grande desafio de acabar com a fome do povo brasileiro. Assim, começava a ser montada a ''peça'' chamada ''Espetáculo do Crescimento''.
Ao declarar de antemão que isso seria perfeitamente possível, ficou-nos a certeza da existência de um plano muito bem elaborado e que, posto em prática, os resultados seriam imediatos e altamente eficazes.
Qualquer administrador ou economista sabe da importância que tem um ''Plano de Ação''. O ''Fome Zero'', por exemplo, é relativamente simples na sua concepção, perfeitamente magnânimo na sua intenção, porém, extremamente complexo na sua execução.
Passado um certo tempo, a impressão que fica é que o governo não tinha e ainda não tem um plano, sem mágicas, para atender a expectativa criada, gerando uma grande frustração a um povo que necessita se alimentar e precisa muito trabalhar.
Por ser considerado um ano político, infelizmente, a prioridade do governo e dos políticos passa a ser outra: ganhar a eleição, ampliar o poder. Aliás, a oposição diz que o PT não tem plano de governo, tem é plano de poder, quando emprega 20 mil companheiros na estrutura governamental e cujo objetivo preferencial é triplicar a conquista de prefeituras, de 197 para 600 nas próximas eleições.
Como gerar empregos e saciar a fome de milhões de brasileiros sem que haja crescimento econômico do País? O governo ainda não conseguiu proporcionar incentivos ao investimento produtivo.
Precisamos crescer para poder gerar empregos permanentes. Só o ''Fome Zero'' não basta. Fica difícil imaginar um país sem famintos convivendo com um grave problema que é a exclusão social, provocada pelo desemprego, pobreza e pela falta de educação, segurança e saúde.
É necessária uma consciência nacional. O povo está precisando agir coletivamente, a fim de não permitir que políticos e governantes sem compromissos com a sociedade se perpetuem no poder, porque só assim será possível continuar o processo de aperfeiçoamento da democracia, que sem ela não existem transformações sociais de fato.
CLAUDINÊ DE OLIVEIRA é auditor fiscal em Apucarana e ex-delegado da Receita Estadual de Londrina

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