ESPAÇO ABERTO - Planejamento financeiro pessoal
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de junho de 2011
Maicon Putti <br> 
A educação financeira pessoal é pouco estudada em sala de aula e em nosso ambiente de trabalho. O aumento expressivo do consumo sem um acompanhamento rígido das finanças compromete a saúde financeira de muitas famílias, porque estas adquirem bens duráveis, gastam mais com supermercado em função da conveniência de ter tudo à disposição, realizam empréstimos e assim comprometem o seu futuro financeiro, aumentando também o endividamento.
O resultado disso é que as pessoas acabam fazendo empréstimos, procurando outras fontes de financiamento externo e pagando taxas elevadas de juros, etc. O planejamento financeiro vem para apoiar a família na hora de decidir quanto gastar dentro de um período, que geralmente é mensal.
Existem várias formas de fazer um planejamento financeiro é o familiar. O orçamento familiar é a soma de todas as entradas (sejam elas pagamento, comissões, juros recebidos, bônus e outros) e todas as saídas, que são despesas correntes da família tais como moradia, comunicação, transporte e alimentação. O saldo é a diferença entre as entradas e as saídas. Quanto maior o saldo, melhores serão as reservas, ou seja, o aumento do patrimônio familiar.
Um item importante no orçamento pessoal é a construção de uma reserva financeira, porque situações inesperadas ocorrem na vida pessoal e/ou empresarial. Surge assim, a necessidade de emergência. Mas o que é isso? É uma reserva financeira com a finalidade de preservar a empresa e/ou família de problemas financeiros inesperados. Por exemplo: um problema de saúde, a queda expressiva de vendas, desemprego, etc.
Como constituí-la? Na família, a partir do momento que o orçamento familiar está criado a família consegue identificar imediatamente se há sobra ou falta de dinheiro. Caso haja falta, é necessário rever o orçamento cortando gastos supérfluos, diminuindo o consumo, prorrogando compra de bens duráveis. Após isso, pode-se reservar um valor mensal (a critério de cada família) para começar a reserva de emergência.
O objetivo é que essa reserva alcance, no mínimo, 3 meses o total do orçamento da família. Por exemplo: para um orçamento familiar de R$ 3 mil mês, a reserva deverá chegar a pelo menos R$ 9 mil. Atingindo essa meta, o valor será reservado numa poupança e será utilizado apenas no caso da ''necessidade de emergência''.
Mas o que fazer quando após elaborar o orçamento e perceber que gasto mais do que consumo? Para essa situação as alternativas são: cortar aquilo que é supérfluo no orçamento, itens que se você ficar sem não vão fazer tanta falta como um item da cesta básica; pesquisar em mais de um supermercado para fazer compras, pesquisas realizadas pelo Procon, demonstram que podemos economizar muito; reúna sua família, promova o consumo consciente dos gastos para sair do vermelho e voltar a economizar.
Planejar é decidir antes de fazer alguma coisa. Decida com a família onde e como investir seus recursos. O orçamento é para dar liberdade e não dependência no uso eficaz do seu dinheiro.
MAICON PUTTI é professor e consultor em Londrina
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