Quem sofre o transtorno ou crise de pânico sabe o quanto é assustador e desgastante. Quem está de fora na maioria das vezes não entende e, o pior é que alguns acham que é frescura, falta do que fazer ou uma forma de chamar a atenção.
Calcula-se que 3,5% da população mundial apresenta crises de pânico. É bom saber que esse transtorno não é loucura, mas, sim, um desequilíbrio na atuação dos neurotransmissores no sistema nervoso central, como adrenalina, serotonina e noradrenalina.
Os sintomas são incontáveis e vão desde vertigens, náuseas, calafrios, até dores e contrações pelo corpo. A boca fica seca, há falta de ar e o coração dispara. Aí a confusão das idéias deixa a pessoa impotente, sem ação ou iniciativa, com a sensação eminente de que vai morrer.
Isso pode acontecer com qualquer um, basta ter algum histórico familiar, estar sendo submetido a estresse constante (problemas familiares, desemprego, etc), agravado por álcool e cigarro.
Pânico significa ansiedade intensa, quase insuportável, sem motivo aparente. Quando se repete várias vezes, o medo atrapalha o cotidiano tornando as tarefas mais simples difíceis de serem executadas. É diferente de fobias específicas, quando você identifica o que determina o medo.
A falta de informação e a discriminação sofrida pelas pessoas que apresentam crises ''nervosas'', às vezes levam os próprios médicos a constatar que após a primeira crise de pânico, que é similar a um infarto ou outro mal súbito, que não há nada de errado com a saúde física. Pelo fato de desconhecerem a doença deixam de fazer uma investigação mais rigorosa e o paciente acaba ficando sem resposta ou resolução da sua crise.
Nos últimos anos, o quadro tem mudado, pois existem mais informação sobre crises de pânico e distúrbios afetivos, e as pessoas acometidas a maioria mulheres começam a ser encaminhadas aos psiquiatras e passam a saber que existe solução.
A psicoterapia, que tem por objetivo ajudar o paciente em crise a identificar os seus conflitos e os fatores desencadeantes, associada aos tranquilizantes leves e antidepressivos, tem conseguido resultados surpreendentes.
Nessas circunstâncias, o apoio familiar e as interações afetivas têm um papel significativo na recuperação do equilíbrio emocional. O desejo sexual se apaga à medida que a sensualidade é incompatível com o mal-estar e desconforto. Com o passar do tempo as coisas voltam a se normalizar, inclusive o sexo.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo
- Caro leitor: Caso tenha dúvidas sobre ''Sexo'', ligue grátis para 0800-770-6543, de 2 à 6, das 10 às 18 horas. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo. Querendo saber mais acesse o site: www.projetoamarbem.com.br

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