Se existe um único fator sob nosso controle que pode influenciar diretamente quem somos como pessoas, é a educação. A educação é a base e o sustentáculo da civilização. Para produzir adultos saudáveis e completos, pessoas que levarão vidas altruísticas e significativas, devemos investir tudo o que for possível em educar nossas crianças.
Mas o que vem à mente quando vemos esta palavra, educação? Muitos de nós podem vislumbrar a mesma imagem: vinte ou trinta crianças, de rostos limpos e arrumadas por pais amorosos, debruçadas sobre suas carteiras ou mexendo num computador.
Não há nada de errado com esta imagem a não ser que a consideremos como a única imagem da educação necessária. Educação não é apenas aprender as aptidões para prover o sustento: é aprender a entender a própria vida.
O que é a vida? A vida é aprender e entender a própria vida. O que é a vida? A vida é o reconhecimento de Deus e da missão com a qual Ele nos investiu purificar-nos e santificar o nosso mundo.
A verdadeira educação é algo que penetra fundo no interior de uma pessoa, capacitando-nos a usar a informação que absorvemos para sermos intrinsecamente mais produtivos. Educação significa sensibilizar a si mesmo, aos seus amigos e à sua família, para um mundo inteiro de verdade, um comprometimento com um bem maior que os desejos de cada um.
Apenas depois de termos começado a incutir esses ideais em uma criança deveríamos prosseguir e ensinar as ferramentas da sobrevivência; o 'porquê' da educação deve preceder o 'como'. Ensinamos matemática às crianças para que elas possam pensar de uma maneira organizada e fazer negócios. Ensinamos línguas para que possam comunicar suas idéias. Ensinamos ciências para que possam compreender as propriedades físicas do universo em que vivem. Tudo isso é bom e correto, e certamente importante. Mas nenhuma destas disciplinas irá necessariamente afetar a maneira como uma criança vai agir moralmente na sua vida cotidiana.
Como vimos através da história, é perfeitamente possível que alguém se torne perito nas ciências, por exemplo, e utilize seus talentos para fins destrutivos. E quando esta pessoa é confrontada, e lhe dizem que deveria agir de acordo com a vontade do seu criador, ela pode dizer, frequentemente com sinceridade: ''Ensinaram-me muitas coisas durante todos os meus anos de escola, mas nunca me ensinaram por que é importante ter uma boa conduta!'' Permitir a uma criança que cresça e escolha o seu próprio conjunto de valores julgando que não devemos interferir nas liberdades individuais é tão ridículo quanto um pai dar ao filho a escolha de ser ou não vacinado.
Por isso, transmitir informação é apenas um dos componentes da educação. Uma verdadeira educação uma educação para a vida consiste em ensinar às crianças que elas têm uma inabalável responsabilidade para com Deus de viver moralmente e eticamente, o que irá sustentá-las individualmente e criar um mundo melhor para seus filhos e para as gerações vindouras.
ABRAHAM SHAPIRO é empresário da área de consultoria em Londrina

Para muitos jovens a missa causa tédio

Há dias foi editado novo livro pela Paulus, intitulado ''A missa me dá tédio'', do autor Javier M. Suescun. Este livro foi escrito no original em italiano ''Me aburro em Misa'' com muito sucesso naquele país. Agora traduzido em português chama a atenção pelo título um tanto forte. Mas, a realidade para os Jones é esta mesma. O Padre Suescun, após um trabalho exaustivo com os jovens, resolveu escrever este livro em que, dialogando com os jovens de sua comunidade de Santa Maria, em Portugalete, Itália, aponta seis conselhos para que a missa se torne um momento de encontro com Deus e não seja tédio para ninguém.
Eis os seis conselhos:
1- Enquanto você vai de casa à igreja, ''prepare seu coração''. Pense: ''Vou me encontrar com o Senhor e com um grupo de irmãos na fé; vou escutar Jesus que hoje quer me dizer alguma coisa''. Pergunte-se:''De que me mostrarei agradecido a Deus? Que levo nas mãos para oferecer-lhe hoje?''
2- Seja pontual e fique num lugar próximo do altar. Não se ponha na parte detrás, ou nos últimos bancos do templo. Você se distrairá com as pessoas que chegam tarde. Além disso, uma comunidade dispersa, em que cada um se senta onde gosta, não torna visível a unidade de todos na fé e no amor.
3- Ao entrar na igreja, pegue, se houver, as folhas ou livro de cantos. Depois, participe também cantando. Se você não conhece os cantos, leia o texto.Isso unirá você à comunidade.
4- Preste atenção às leituras e à pregação do sacerdote. Você perceberá, sem dúvida, e com muita frequência, que o padre não é um bom orador ou que diz coisas sem substância. Não se incomode com isso. Não o julgue. Com toda a certeza Jesus quer dizer-lhe algo por meio dele, e até o surpreenderá em mais de uma ocasião. É frequente que Deus diga grandes coisas por meio de maus pregadores.
5- Depois de ter participado da eucaristia, na comunhão, aproveite os instantes de silêncio que lhe serão oferecidos para falar com o Senhor, para agradecer-lhe, para pedir forças e programar a semana que se iniciará.
6- Por fim, marque um pequeno compromisso para a semana seguinte. Procure, a partir dele, ser mais fiel a Jesus Cristo.
Como você vê são conselhos simples e ao alcance do entendimento de qualquer um. Experimente algum deles. Sua situação mudará radicalmente. É uma fórmula que o ajudará a viver plenamente cada eucaristia do domingo, seja como for sua paróquia, seja como for a celebração da eucaristia de que você participa, mostre-se como se mostrar a homilia ao sacerdote. Você tem a garantia daqueles que puseram em prática esta fórmula.
MONSENHOR NATALíCIO JOSÉ WESCHENFELDER é padre da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Marmeleiro

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