ESPAÇO ABERTO - O livre-arbítrio do motorista
Pela busca da espiritualidade
O livre-arbítrio do motorista
Fala-se muito em instinto de risco no homem. Afinal, ele tem ou não esse instinto? Agiria de acordo com seu instinto ou não no trânsito? Sempre que ouço sobre essa provável característica humana, acredito que querem se referir aos impulsos desenfreados que esse homem apresenta.
Outros ainda preferem aceitar que o homem tem vontades, pois Deus lhe deu o livre-arbítrio, justamente para ter e fazer suas escolhas. Se levarmos em consideração que os animais irracionais têm instintos, que está ligada a ideia de um determinismo biológico, o homem como um ser racional tem impulsos, que diz respeito a construção intelectual e cultural humana dos processos da vida desse homem.
Assim sendo, a ideia de impulsos não se choca com o livre-arbítrio, como acontece com o instinto. Podemos afirmar que o instinto no homem, é algo inato, porém, num grau mais profundo do primitivismo, manifestada na maioria das vezes através das reações a certas emoções.
Tendo em vista ser o homem uma das criaturas mais complexas do universo e já estando comprovada a sua participação em 85% dos acidentes de trânsito, ainda assim inexistem elementos estatísticos fidedignos que possibilitem conhecer e delimitar os problemas causados nos acidentes de trânsito.
As pessoas devem prevenir-se contra os riscos das suas próprias características impulsivas, principalmente contra a imprudência no trânsito, da agressividade, da competição desmedida, de sua falta de assertividade. Não devem compartilhar dos erros que outras pessoas cometem ao interagir com ele no trânsito.
O ser humano é único. Cada um possui sua própria personalidade, em alguns casos comportando-se instintivamente e em outros impulsivamente, expressando defensivamente, através de seus
JULIETA ARSÊNIO É psicóloga especialista em comportamento de trânsito em Londrina
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Pela busca da espiritualidade
Nestes tempos em que as atenções do mundo se voltam para a eleição do novo papa, é oportuno retomar o tema da religiosidade e da espiritualidade. Porque ambas diferem, eis que a primeira converteu-se mais num devotado cumprimento das recomendações eclesiais, e a segunda é um estado de comunhão com Deus. Agora que, pela palavra de eminentes purpurados e de próprios fieis católicos, fala-se novamente de reformas que a Igreja Romana precisa fazer, a poderosa instituição precisa conduzir seu rebanho para uma mais expandida cosmovisão, naturalmente sem desprezo das questões temporais.
Mas, pela magnitude de outras questões mais relevantes, espera-se de uma nova igreja não apenas a liberação do casamento de padres e freiras, a permissão para o exercício do sacerdócio pelas mulheres e a suspensão de tantas proibições, mas, primordialmente, que proceda a mudanças em sua linha doutrinária. Isto significa ensinar ou permitir aos fieis que busquem outros conhecimentos fora de seus próprios fundamentos canônicos. Se a igreja não sabe, precisa ter a humildade de aprender, e se sabe e não ensina e nem libera o aprendizado, deve atentar para sua responsabilidade em não difundir verdades eternas que nestes tempos novos estão sendo reveladas. Um dos reveladores é o próprio Jesus, em mensagens recentes, mas parece que as igrejas tradicionais estão ignorando isso.
É tempo de revisar sua doutrina de castigos infernais em abismos de fogo eterno - tão dramaticamente descritos nas pregações e citados na Bíblia e no Corão, embora não entendidos - e explicar que somos seres evolucionários e que não encontraremos de pronto um céu de doces maravilhas nem cairemos num caldeirão ardente. Verdade que, pelas nossas destemperanças, passaremos por muitas provações, nesta vida e depois desta - algumas penosas - mas é este justamente o processo evolutivo. Já escrevi em vezes anteriores que Deus nos concedeu o livre-arbítrio e, em sua misericórdia, nos permitiu a redenção pela via dos recomeços, em revivências sucessivas, aqui e em outros planetas. A igreja não pode, eternamente, negar esta realidade.
WALMOR MACARINI É jornalista em Londrina





