No fim de janeiro, Londrina entrou de forma definitiva no seleto grupos de cidades que pode receber uma das estruturas militares mais desejadas por municípios do Brasil. Trata-se da Escola de Formação de Sargentos de Armas do Exército Brasileiro, instituição responsável pela formação superior de 2.400 sargentos, a cada ano, e que envolverá um efetivo permanente composto por mais de quatro mil militares, o que seria, por exemplo, o equivalente a cinco batalhões como o existente em Apucarana.

Ao todo, o Exército avaliou - antes de incluir Londrina - 16 cidades, afunilando a decisão para três opções: Recife (PE), Santa Maria (RS), Ponta Grossa (PR) e, agora, a nossa Londrina. A palavra final será dada pelo Comando Geral do Exército ao avaliar o estudo do General Joarez que pretende finalizá-lo até agosto e o investimento previsto, após escolha da área para a instalação do complexo, é de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Esse é o contexto que o leitor deve ter em mente para compreender a relevância da visita à nossa cidade, feita em 27 de janeiro, pelo general Joarez Alves Pereira Junior, Gerente do Projeto, e os coronéis Luiz Henrique Salonski e João Gustavo Barbosa Albuquerque. Após o meu convite ao Alto Comando do Exército que avaliava incorporar as três escolas em uma única (a maior completou mais de 70 anos no mesmo local), as autoridades militares vieram à Londrina para sobrevoar nossa terra e ver seu potencial de receber a imponente estrutura, além de conversar com agentes públicos relevantes no processo de instalação da Escola do Exército.

Na ocasião, o general Joarez relatou sua satisfação com o que viu, confirmando que o Paraná cumpre os requisitos fundamentais estabelecidos pelo Exército para a tomada de decisão, como a disponibilidade de extensas áreas contínuas, com topografia adequada para todas as construções que o complexo envolve, tais como alojamentos, laboratórios, hospital, hotel de trânsito, ginásios e campo para treino de artilharia.

Para nossos militares, também seria fundamental o acesso a rodovias, aeroporto e de infraestrutura para a família militar.

Como se pode notar, os ganhos com a chegada da Escola seriam muitos, e em várias áreas, mas se quisermos nos deter apenas aos aspectos econômicos, basta saber que a presença de um efetivo tão numeroso de militares faria com que, automaticamente, o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade crescesse em 5%, simplesmente por causa da massa salarial federal e manutenção das unidades. Some-se a isso todas as oportunidades que surgirão para o setor de comércio e serviços com a circulação de dezenas de milhares de pessoas que formarão a nova comunidade militar.

Na condição de deputado paranaense, considero que era meu dever dar o primeiro e determinante passo rumo a essa conquista que será histórica para o norte do Paraná, trazendo benefícios para a nossa e as futuras gerações. Por isso, convido a todo o povo de Londrina a se unir, cada um dentro de suas possibilidades, de modo a trazermos para cá essa vitória. Quanto a mim, comprometo-me publicamente a prosseguir trabalhando sem cessar para atingirmos o objetivo, por meio do diálogo constante com a cúpula militar, em Brasília, e com o próprio Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Filipe Barros, deputado federal

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