ESPAÇO ABERTO - O futuro do Exército brasileiro está em Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de fevereiro de 2021
Filipe Barros 
No fim de janeiro, Londrina entrou de forma definitiva no seleto grupos de cidades que pode receber uma das estruturas militares mais desejadas por municípios do Brasil. Trata-se da Escola de Formação de Sargentos de Armas do Exército Brasileiro, instituição responsável pela formação superior de 2.400 sargentos, a cada ano, e que envolverá um efetivo permanente composto por mais de quatro mil militares, o que seria, por exemplo, o equivalente a cinco batalhões como o existente em Apucarana.
Ao todo, o Exército avaliou - antes de incluir Londrina - 16 cidades, afunilando a decisão para três opções: Recife (PE), Santa Maria (RS), Ponta Grossa (PR) e, agora, a nossa Londrina. A palavra final será dada pelo Comando Geral do Exército ao avaliar o estudo do General Joarez que pretende finalizá-lo até agosto e o investimento previsto, após escolha da área para a instalação do complexo, é de aproximadamente R$ 1 bilhão.
Esse é o contexto que o leitor deve ter em mente para compreender a relevância da visita à nossa cidade, feita em 27 de janeiro, pelo general Joarez Alves Pereira Junior, Gerente do Projeto, e os coronéis Luiz Henrique Salonski e João Gustavo Barbosa Albuquerque. Após o meu convite ao Alto Comando do Exército que avaliava incorporar as três escolas em uma única (a maior completou mais de 70 anos no mesmo local), as autoridades militares vieram à Londrina para sobrevoar nossa terra e ver seu potencial de receber a imponente estrutura, além de conversar com agentes públicos relevantes no processo de instalação da Escola do Exército.
Na ocasião, o general Joarez relatou sua satisfação com o que viu, confirmando que o Paraná cumpre os requisitos fundamentais estabelecidos pelo Exército para a tomada de decisão, como a disponibilidade de extensas áreas contínuas, com topografia adequada para todas as construções que o complexo envolve, tais como alojamentos, laboratórios, hospital, hotel de trânsito, ginásios e campo para treino de artilharia.
Para nossos militares, também seria fundamental o acesso a rodovias, aeroporto e de infraestrutura para a família militar.
Como se pode notar, os ganhos com a chegada da Escola seriam muitos, e em várias áreas, mas se quisermos nos deter apenas aos aspectos econômicos, basta saber que a presença de um efetivo tão numeroso de militares faria com que, automaticamente, o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade crescesse em 5%, simplesmente por causa da massa salarial federal e manutenção das unidades. Some-se a isso todas as oportunidades que surgirão para o setor de comércio e serviços com a circulação de dezenas de milhares de pessoas que formarão a nova comunidade militar.
Na condição de deputado paranaense, considero que era meu dever dar o primeiro e determinante passo rumo a essa conquista que será histórica para o norte do Paraná, trazendo benefícios para a nossa e as futuras gerações. Por isso, convido a todo o povo de Londrina a se unir, cada um dentro de suas possibilidades, de modo a trazermos para cá essa vitória. Quanto a mim, comprometo-me publicamente a prosseguir trabalhando sem cessar para atingirmos o objetivo, por meio do diálogo constante com a cúpula militar, em Brasília, e com o próprio Presidente da República, Jair Bolsonaro.
Filipe Barros, deputado federal


