Os dias e os anos são sempre iguais, porque também temos sido iguais e não nos mudamos muito no sentido do melhor. Dias e anos bons são aqueles que fazemos bons. Se buscamos nos melhorar em algo, os dias também ficam melhores. Pequenas coisas como o fumante dicidir não mais fumar lhe dará mais saúde, mais economia de dinheiro e o livrará de doença crônica que poderá acometê-lo. A maledicência é também um vício, e quem tem o hábito de estar sempre maldizendo a própria vida e a vida alheia se afogará nessa baixa vibração e atrairá coisas ruins. Mas se a pessoa tentar resistir, e calar-se toda vez que tiver a impulsão de maldizer, sentirá uma força benfazeja em seu campo áurico, que irá crescendo e atrairá as coisas boas. Um bom caminho é não nutrir pensamentos e sentimentos negativos, embora eles assolem a todos e sejam de difícil controle. Como se trata de um vício mental, pode ser robustecido ou eliminado, como todos os vícios.
Temos de saber que o processo da vida terrena não é o fundamental, porém necessário até que cumpramos a missão de resgates, purificação e elevação e que afinal nos trouxe a esta dimensão. Nada do que nos ocorre se perde, e nem é por acaso, mesmo as aparentes inutilidades e os infortúnios. Não há castigos divinos, mas uma natural lei de resultados, que é a da causa e efeito, para o bem ou para o denominado mal.
Se nos afundamos no culto a vícios, de natureza física, oral ou mental, vamos colher o que semeamos. Ao contrário, o inverso disso nos colocará em sintonia com as coisas boas, porque tudo o que tem afinidade se atrai. Não esperemos que Deus vá mudar nossa vida; não esperemos que supostos salvadores nos tragam saúde, dinheiro, paz, iluminação, se não dermos os passos nessa direção; não esperemos que o ano novo seja melhor se não contribuirmos para isso.
Nenhuma força divina interfere aleatoriamente, mas nos ajudará se entrarmos na idêntica sintonia dessa força, que é consonante com o poder em nós. A lei de Deus é que o homem move Deus, no sentido de que, valendo-se do poder divino e do livre arbítrio que lhe foram outorgados pelo mesmo Deus, é o agente de todos os movimentos.
A tragédia que ora acontece na Ásia não é vontade de Deus nem um acaso da natureza, mas o resultado do acúmulo de energia negativa emanada da mente da humanidade e que, em dado momento, chega ao ponto de saturação e à consequente explosão. O poder dos ódios, das invejas, das ganâncias, enfim o poder dos pensamentos e sentimentos densos, gera poderosa força capaz de explodir o sol, como já dizia Einstein. Assim como o culto aos bons sentimentos e às boas ações cria ao redor e na atmosfera uma vigorosa força que se manifesta em forma de bonança e bem-estar.
Todos somos responsáveis por tudo o que acontece, aqui e nos confins do planeta. Os fenômenos da natureza são uma reação ante a intensa e contínua emanação de vibrações de baixa qualidade, oriundas da mente humana. Assim é na Terra como na infinitude do Universo. Vida nova é a decisão de purificar e elevar as formas-pensamento, as formas-sentimento e as atitudes. As bonanças virão por acréscimo.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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