O Movimento dos Sem-Terras (MST) exerce um modelo ultrapassado e inviável para a nossa realidade. O MST está querendo impor um comando paralelo em nosso País. Essa idéia de um governo paralelo não é bem-vinda e bem vista pela sociedade como um todo. Pois o referido movimento está passando uma receita de anarquismo. Há um comando oculto constituído e dando um toque de ''organização'' aos seus seguidores.
O governo paralelo imposto é, por natureza, destituído de legitimidade e de poder legal, pois vai de encontro com as normalidades previstas em nossa Constituição Federal. Porém, como podemos observar, a sua importância está explícita e tem o apoio do nosso presidente.
A ideologia aplicada pelo MST não evoluiu. Eles persistem com um modelo antigo, ou seja, estão usando princípios adotados pelos povos antigos, quando a moeda da sociedade era o sal, o cereal, os animais e as permutas, ora existentes.
Essa é, infelizmente, uma posição precária. Notamos que não está havendo uma evolução em seus ideais. Eles agem como se fossem bárbaros fazendo saques em caminhões de entregas de alimentos, animais das terras férteis e produtivas, expulsando, assim, os verdadeiros e legítimos proprietários.
Tais atitudes, por parte do MST, abrem-se novas perspectivas de um movimento impopular. Repúdio e indignação são as palavras-chave da sociedade, como um todo.
A ''venda'' da idéia de que o MST é um movimento com ideais benéficos em prol da sociedade mais necessitada não está surtindo os efeitos desejados, pois a imagem que a população está comprando é de um movimento arcaico e anacrônico.
Esse anacronismo está ocorrendo, com mais frequência, nos estados do Paraná, Pernambuco, Pará e Alagoas. Enquanto vivemos em um mundo moderno, com a quebra de paradigmas arcaicos a cada dia, o MST vive no tempo do ostracismo.
Devemos lembrar aos ''líderes'' do MST que a tecnologia mudou a vida do homem moderno no seu trabalho, no seu consumo, nos métodos pedagógicos de aprender nos centros educacionais, nas relações com as pessoas, na política, na cultura, na moda e, principalmente, no comportamento.
Nós, brasileiros, somos contra a miséria e a fome. Mas, quem tem que resolver essas chagas, que há anos persistem, é o próprio governo constituído legalmente e não um pseudomovimento com características de vândalos. Os ''líderes'' do MST usam os pobres descamisados e famintos , como cobaias para coagir o cidadão comum e os proprietários de bens produtivos. A sociedade, como um todo, não é culpada pelos os mandos e desmandos em nossa política-econômica ao longo dos anos. A responsabilidade é, pura e simplesmente, do governo. Nós recolhemos os impostos e, infelizmente, o retorno dos mesmos deixa a desejar.
O MST não possui uma compostura cívica e ética. São intermediários em busca de chãos férteis, tomados à força dos que produzem.
GILBERTO JORDÃO é professor universitário em Maringá

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