Em recente evento em Florianópolis (SC), no qual compareci na qualidade de delegado do Comércio do Paraná, pude constatar in loco a intrínseca relação entre comércio e turismo. Tal como acontece no mundo todo, raramente o turista visita pontos ditos como históricos e turísticos mais de uma vez. Em seu tempo livre buscará novas alternativas de entretenimento e, com certeza, tentará descobrir o comércio local. Assim, não existe pontos que influenciem mais o turismo do que o comércio funcionando.

Na capital catarinense isso somente é possível porque a sociedade decide sobre a ampliação do horário de trabalho, contando com a eficaz vigilância da Delegacia do Trabalho. À parte das estipulações normativas, convenções sociais são apoiadas pelos poderes Legislativo e Executivo, os quais reconhecem que a economia municipal está diretamente ligada à vontade social e seus costumes. Os costumes sociais são traduzidos em normas, superando entraves políticos em busca do desenvolvimento.

Traz tristeza a notícia de que Londrina pode perder o título de terceira cidade do Sul do País para Joinville. O que levou Joinville a crescer foi a liberdade de trabalho, assim como fizeram cidades vizinhas a Londrina, produzindo em abundância e fazendo com que suas mercadorias circulem por todo o Paraná, entre outros Estados.

Infelizmente não há como definir Londrina como pólo de alguma atividade econômica como Arapongas, capital moveleira, ou Cianorte, pólo têxtil , visto que o comércio antes pujante, hoje sofre com medidas retrógradas que impedem que acompanhemos o fluxo mundial da economia, a qual visa a geração de empregos e o aumento do poder de consumo per capita.

Para preocupação dos comerciantes em geral, o que parece não preocupar as autoridades municipais, as consequências da involução de Londrina já podem ser comprovadas com o fechamento de uma grande loja na área central, e mais duas já estão com os dias contatos, poupando de uma certa maneira que os poderes municipais tenham o trabalho de cassar o alvará.

Da mesma forma, pequenos empreendedores tentam sobreviver sem usufruir os benefícios do mundo neoliberal caminhando rumo ao escambo.

SINÉZIO SCUDELER é comerciante em Londrina

mockup