Em setembro de 2014, o Censo da Educação Superior divulgado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) apontava que a quantidade de alunos matriculados nas universidades públicas e privadas do País estava situada em 7,2 milhões de jovens em 2013.
De outro lado, na mesma data, a PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, revelava que o desemprego atingia, ao todo, 6,7 milhões de pessoas, a maioria delas jovens. No grupo de 18 a 24 anos, por exemplo, a taxa alcançou 13,7%.
Entre as causas mais prováveis para esse aumento está a falta de qualificação e capacitação profissional num mercado cada vez mais competitivo e exigente.
Ou seja, a graduação universitária deixou de ser o único diferencial e garantia para uma boa colocação profissional ou vaga de trabalho. É preciso ir além, buscar novas especializações, conhecimentos e promover um maior número de intercâmbios internacionais.
E como viabilizar um programa que possibilita aos jovens de baixa renda aquilatar conhecimento no exterior sem despender de suas economias?
O objetivo era criar um mecanismo de especialização internacional, diferenciado e compatível com a realidade econômica. O desafio estava posto.
Depois de um intenso trabalho de pesquisa e visitas a diversas universidades americanas, foi criado o Prospera Jovem International, programa constituído por meio de parcerias. A principal delas, com o Valencia College, na Flórida, com apoios institucionais do Estado da Florida e da cidade de Kissimmee, do Consulado Brasileiro nos EUA e do Governo Brasileiro.
Durante o processo, foi possível identificar que uma das barreiras para uma especialização internacional era a total falta do domínio da língua inglesa por parte dos alunos, requisito indispensável para o acompanhamento das aulas e das visitas técnicas. A saída foi promover um intercâmbio rápido com tradução simultânea para o português.
Assim, o programa Prospera Jovem International busca ofertar um curso intensivo, completo, presencial e com certificação pelas instituições internacionais. A ideia do projeto é expandir seus domínios por meio de parcerias com universidades brasileiras públicas e particulares, com participação da iniciativa privada que terá, como contrapartida, a ampliação de sua visibilidade e a própria instituição para promover ações de marketing e propaganda.
Dessa forma, as universidades, as instituições de ensino e as empresas de visão expandida precisam investir cada vez mais no intercâmbio internacional como forma de capacitá-los para o mercado de trabalho. E os jovens de baixa renda podem contar essa experiência, que deixa de ser um sonho distante e passa a ser uma possibilidade viável e que mudará radicalmente as suas vidas.

MARCYA MACHADO é diretora do programa Prospera Jovem International

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res.
Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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