ESPAÇO ABERTO - Infidelidade: quem trai mais?
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de dezembro de 2003
Moacir Costa 
Até algum tempo atrás, infidelidade era um recurso tipicamente masculino e uma manifestação machista do comportamento. Uma atitude que, na verdade, encobre uma grande dose de imaturidade, de despreparo emocional.
Atualmente o número de mulheres infiéis tem crescido de maneira surpreendente, provavelmente por causa de todas as transformações vividas nas últimas décadas. A mulher conquistou um novo papel na sociedade, abriu espaço no mercado de trabalho, ganhou independência, coragem e ousadia.
Dos primeiros movimentos feministas até hoje muita coisa mudou. A mulher trabalha fora, é muito mais assediada. Suas oportunidades de convívio com o homem também aumentaram. Aumentou também a falta de envolvimento que as pessoas têm entre si.
Existem muitos casamentos que são feitos ou que se mantêm em função da conveniência, por causa dos filhos, por interesses econômicos e sociais, e até mesmo por que os casais demoram a perceber que o amor acabou há muito tempo e nem sabem porque estão juntos. Apesar de continuarem casados, começam a levar vidas separadas, cada um cometendo infidelidade a sua maneira.
É importante salientar que certos homens praticam intensamente a infidelidade, de forma compulsiva, fruto de uma enorme imaturidade, e que jamais cresceram emocionalmente. Às vezes são homens com grande sucesso na vida profissional e financeira; são homens essencialmente narcisistas, que passaram a vida em função de si mesmos, incapazes de se envolver afetivamente, e a maioria deles apresenta após os 50 anos enormes dificuldades sexuais.
Para esses homens e algumas mulheres mais imaturas, é fundamental uma ajuda psicológica, um tratamento que poderá ajudá-los a superar sua imaturidade e transformá-los em seres humanos prontos para viverem sem medo suas emoções e sua sexualidade.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta
n Caro leitor: Caso tenha dúvidas sobre sexo, ligue para 0800-770-6543, de 2ªà 6ª, das 10 às 18h. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo. Querendo saber mais acesse o site: www.projetoamarbem.com.br


