Até pouco tempo atrás era pouco conhecida a influência ou o impacto que determinadas doenças como o diabetes, a hipertensão arterial, as doenças cardiovasculares e o câncer prostático teriam sobre o comportamento sexual.
A hipertensão é frequentemente considerada uma doença silenciosa. Isso ocorre porque ela pode não apresentar sintomas e ainda assim, causar problemas de saúde ao longo do tempo.
É comum a hipertensão começar a se manifestar por volta dos 50 anos. Atualmente é possível encontrar homens abaixo dos 40 anos usando anti-hipertensivos em decorrência de fatores familiares, vida agitada e competitiva.
Grande parte dos homens (70%), na faixa de 60 a 75 anos, já apresenta hipertensão arterial. Isso se deve a complicações cardiovasculares ou principalmente, ao estilo de vida e alimentação irregular. Também podem estar envolvidos fatores emocionais, como a depressão e o estresse.
O hipertenso necessita usar medicamentos para normalizar a sua pressão arterial, mas com o passar do tempo, uma parcela considerável de homens passa a demonstrar dificuldades em manter a ereção por um tempo necessário para uma boa relação sexual.
Infelizmente, certos homens mais inseguros ou ansiosos, com a quebra da segurança sexual provocada pelos efeitos colaterais do anti-hipertensivo, se mostrarão mais preocupados com o desempenho sexual que o habitual e o seu problema se agravará.
É importante que a parceira e o casal estejam atentos a essas mudanças no comportamento sexual, procurando valorizar mais a intimidade proporcionando mais carícias e estímulos eróticos, que poderão ajudar na retomada da autoconfiança.
Além do uso dos anti-hipertensivos é importante lembrar que o estado psicológico, o uso do cigarro, o consumo de bebidas alcoólicas, bem como a obesidade mórbida e outras doenças, contribuem para agravar a disfunção erétil.
A partir dos 65 anos, o organismo se mostra mais vulnerável e fragilizado devido a doenças debilitantes, mas com o acompanhamento de um cardiologista, o uso do Viagra ou outros medicamentos semelhantes poderão devolver a confiança e a auto-estima, à medida que a potência passa a ser restabelecida.
É uma boa notícia para milhões de homens que, enfim, poderão desfrutar de uma vida sexual normal e prazerosa.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo

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