Atitudes politicamente incorretas acontecem e parece que ninguém se importa e faz-de-conta que tudo vai bem. A maior parte dos governantes está acima da lei. Desde os pequenos municípios até o mundo encantado de Brasília os maiorais estão em seus gabinetes vivendo um Brasil irreal. Em época de eleições prometem tudo no fantasioso hipermercado das ilusões. Nas vitrines mostram-se sábios, bondosos, exemplos de cidadãos patrióticos.
Será que a teia política vai continuar assim? Os eleitos têm que aceitar palpites de pífios candidatos derrotados e dar empregos aos indicados nos arranjos políticos. Democraticamente isso é um absurdo, incoerência inadmissível pois para certos postos administrativos deve se exigir acima de tudo competência. E o pior é que as coisas incorretas não param por aí, pois no emaranhado desta teia estão atreladas aranhas poderosas.
Quantos profissionais capacitados em várias áreas que poderiam fazer a diferença e ajudar a alavancar Londrina para novos rumos e jamais são lembrados? E a mesmice continua. Se conselhos fossem bons, não seriam dados mas vendidos, e somente se dá a quem nos pede, mas há casos que sucedem que cortam a razão e nos dão licença à interferência.
Londrina precisa de tanta coisa! Os bairros estão carentes. Muitas praças abandonadas. O maior recanto de lazer o Lago Igapó, sem dúvida a maior área de ginástica da cidade, necessita de cuidados de limpeza e segurança. Ali, por onde caminhamos diariamente, vemos o contraste do verde com a sujeira da margem e o descaso público teimando em manter os sanitários fechados. Três vereadores a menos e não aparece economia no Legislativo. Aumenta-se a passagem do ônibus de maneira abusiva, enquanto o povo continua sem aumento de salário. O povão nasceu é para sofrer, ônibus é coisa de luxo!
Nas estradas paranaenses continua se pagando caro em pedágio autoritário por onde trafegamos em pistas questionáveis. Nas praias o descaso das autoridades locais (Matinhos e Praia de Leste) águas invadiram as casas e o comércio ficou prejudicado com o sumiço dos turistas. Em Brasília, o metalúrgico que colocamos lá está com um altissonante avião, fora da realidade brasileira, inconcebível num país em que a maioria passa fome. Isto não é certo e envergonha a real democracia. Cadê o governo do povo para o povo? É uma pena que a esperança parece ir pro espaço!
Os governantes não devem pautar suas carreiras políticas com ambições capitalistas. Aquilo que se proporam fazer em favor do povo façam da melhor maneira possível, aprimorem seus conhecimentos e amme tudo que fizerem e o povo, consequentemente, será beneficiado e viverá melhor. Caríssimos eleitos, as atitudes éticas aliadas aos anseios populares podem torná-los dignos e amados pelo povo transformando tudo errado em politicamente correto.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO é professor de Sociologia em Londrina

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