ESPAÇO ABERTO - Eleições para diretores
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quarta-feira, 02 de junho de 2021
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Pandemia da Covid-19 tomando, novamente, números assustadores do aumento de infectados, internações e óbitos, em que se já implora por leitos em UTIs e tratamentos dignos em filas de espera e o governo do Estado do Paraná se preocupando com eleições nas escolas estaduais. Mesmo que não houvesse essa catástrofe mundial, não teria a mínima lógica trocar um gestor educacional (salvo justo motivo) no transcorrer do ano letivo, pois haveria prejuízos tanto para quem deixa ou para quem irá assumir a nova função. Segundo as diretrizes da SEED, o processo será todo "on line", não havendo quaisquer transtornos funcionais e formas de aglomerações que poderiam agravar a situação epidemiológica temerosa que vivemos no dia a dia. Atitudes assim são coisas de ineptos, inconsequentes e insanos, como o nosso (in) gerente nacional.
Luiz Alberico Piotto (servidor público), Cambé
Pedágio, o insuportável calvário dos paranaenses
Causou-nos perplexidade e indignação a denúncia feita pela Agência Reguladora do Paraná-Agepar sobre as obras cobradas e não realizadas, na ordem de 10 bilhões de reais, pelas concessionárias do sistema de pedágio do Paraná. Depois de 24 anos de vigência tarifária abusiva, sufocando constante e intensamente a economia paranaense, não poderia haver notícia mais catastrófica e abominável do que essa veiculada pela Agepar. Não podemos continuar aceitando isso passivamente; já houve precedente semelhante. Em março de 2019, foram fechados acordos de leniência para a devolução de valores também cobrados irregularmente, depois que a Justiça Federal bloqueou R$ 2 bilhões das concessionárias. Nunca existiu transparência efetiva na exploração do sistema, por mais que os órgãos representativos dos usuários insistissem nesse sentido. É inconcebível que um negócio desse porte possa ser norteado pelo vezo da suspeição e da desconfiança, por isso, essa nova denúncia precisa ser muito bem esclarecida, pois a exorbitância do volume do dinheiro arrecadado, sem a devida correspondência na execução das obras, está assombrando os paranaenses. A seis meses do vencimento dos contratos e de uma nova licitação da concessão são só incertezas e indagações. Como será o desfecho dessa situação? Seremos ressarcidos? As concessionárias envolvidas na exploração atual do serviço estarão habilitadas para o novo certame, mesmo com a acusação em questão? O povo do Paraná precisa, exige e espera por esclarecimentos das nossas autoridades. Com a palavra o governador do Estado, os deputados estaduais e o Ministério Público.
Ludinei Picelli (administrador de empresas) Londrina


