''Devemos votar no homem que promete menos; ele nos desapontará menos.'' (Bernard Baruch, americano)
Vivemos numa democracia (pelo menos, aparentemente, onde os políticos eleitos nos brindam com leis, bem ou malfeitas, algumas úteis ou inúteis (estas, a maioria). Depois de eleitos, há um claro distanciamento da plebe que os elegeram e, sem que se consiga explicar, seus pensamentos e forma de agir, acerca daquilo que prometeram antes das eleições (promessas que são motivo de piada) simplesmente se desvanecem como fumaça no ar.
A pergunta que se faz é: precisamos de leis?
''Entre leis e costumes há uma diferença: aquelas regulam os atos do cidadão; estes regulam os atos do homem.'' (Montesquieu)
Que nos aconteceria, se deixássemos que a moral e os bons costumes, regessem e regulassem nossos atos e nossas vidas? Somos testemunhas vivas dos desmandos, dos desvios cometidos em todos os níveis da administração pública, da corrupção generalizada e ficamos inertes, pois não temos a quem reclamar.
''Nós enforcamos os ladrõezinhos e indicamos os grandes ladrões para os cargos públicos.'' (Ésopo 7-6 A.C., fabulista grego)
Alguns ainda, depois de descobertas suas falcatruas, apelam para o direito sagrado de defesa, do benefício da dúvida (mesmo com provas documentais) até que venham a ser processados e condenados (?) e que de referida sentença judicial não caiba mais qualquer recurso, seja ele meramente procrastinatário ou não, como é o caso daquele advogado cassado pela OAB em São Paulo, que, ainda fala grosso em nossa cidade.
''Muitos temem a má reputação, poucos temem a consciência.'' (Plínio, o Moço)
Quantas pessoas que conhecemos, viveram vidas dignas e acabaram seus dias com aposentadorias miseráveis, que tinham como única finalidade, matá-los mais depressa?
''Alguns vencem por seus crimes; outros são derrotados por suas virtudes.'' (Willian Shakespeare, dramaturgo inglês, 1564/1616)
Entendo desnecessário reproduzir aqui a frase que imortalizou Rui Barbosa. Já não posso e nem consigo acreditar no sistema. São pessoas honestas que sustentam nosso amado país, através dos impostos, taxas e outros nomes igualmente pesados, e, no entanto, parece que as autoridades (principalmente do Legislativo) têm dileta preferência ao que é nocivo (corrupção). Esquecem eles que narcotraficantes, chefes de quadrilhas, assaltantes e outros marginais (incluindo-se aí os banqueiros) não pagam impostos, muito pelo contrário, só nos dão prejuízo, pelas mordomias, e pelos direitos a si dados, notadamente pela famigerada lei de execuções penais e/ou pela Constituição Federal que, numa penada, transformou juízes de direito de primeiro e segundo graus, a um zero à esquerda, pois suas decisões (sentenças) nada valem enquanto houver, ainda que a título de, simples chicana, um recurso. Quem fez a Constituição e as leis?
Como advogado devo acreditar na Justiça. Lamento, porém, que alguns daqueles a quem charnei de excelência, deviam usar uniformes de presidiários, como mostra a capa de uma revista semanal (Veja). Como cidadão já estou descrente com os rumos do País. Mudam os governantes, os partidos políticos no poder, mas a certeza é uma só. A nós, povo, nem mais a esperança.
Enfim, concordo com a pergunta de Aldous Huxley, escritor inglês: ''...e se este mundo for o inferno de outro planeta?''
Devemos pensar bem antes de dar nosso voto, seja em troca de um botijão de gás, um quilo de carne ou uma dentadura, pois quem se vende não vale o que recebe. E desse tipo de gente (politiqueiros) não dá para exigir o voto de volta. Não há Código de Defesa do Consumidor pra esse tipo de produto.
Por derradeiro, transcrevo o que penso ocorrer em breve:
''Aqueles que tornam impossível a revolução pacífica, tornam inevitável a revolução violenta.'' (John F. Kennedy)
TADEU ARILSON STULZER é advogado em Londrina

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