Ao final de cada ano, é natural que passemos a avaliar a nossa qualidade de vida e tudo aquilo que não deu certo. Na economia, os números mostram que o país cresceu, mas essa renda, infelizmente, apenas beneficiou uma parcela da população, ou seja, à classe mais favorecida, sendo que o cidadão comum continua ganhando pouco, com dificuldade de pagar as contas no final do mês. As diferenças são chocantes!
A violência, o uso de drogas, o trânsito caótico, os desencontros familiares, a falta de perspectiva e insegurança profissional, as doenças crônicas, a depressão e, para agravar, na vida amorosa as pessoas estão fazendo menos amor, em decorrência da redução do interesse sexual, que é a queixa mais comum nos consultórios dos médicos e psicólogos.
A nossa responsabilidade social é enorme e temos que buscar forças para dirigir grande parte da nossa energia na formação de parcerias, começando dentro da família e aprimorando a vida profissional, mas sempre atentos em revigorar os laços de amizade e confiança que se constituem na base de sustentação da vida afetiva.
Mesmo diante de situações difíceis, o brasileiro surpreende por demonstrar uma vocação para o otimismo e para a felicidade, o que o impulsiona na direção de novas idéias e projetos, desenhando a certeza de dias melhores e que tudo irá dar certo.
Ao chegar ao final de mais um ano é inevitável contabilizar as conquistas, como também as frustrações e insucessos. É necessário continuar na busca de nossos desejos e promessas, como por exemplo: deixar de fumar a partir de 1º de janeiro, beber com mais moderação, praticar exercícios físicos ou esporte, ouvir mais música, ser mais atencioso(a) e delicado(a) com as pessoas que você gosta, ser capaz de superar as dificuldades financeiras e não esquecer de namorar e amar mais.
É bem provável que você não cumpra nem 50% dessas tarefas, mas o mais importante para as pessoas é não perder a esperança e continuar acreditando nos seus sonhos, pois sem esperança não existe crença, não existe amor, não existe vida.
Dr. Moacir Costa é médico psicoterapeuta em São Paulo e autor do livro ''Mulher - A conquista da liberdade e do prazer'' - Ediouro

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