Oportuna a matéria especial sobre crimes na internet publicada pela Folha de Londrina na edição do último domingo. Tem se tornado cada vez mais frequente esse tipo de ação, ética e socialmente condenável, ao transmitir uma série de boatos com o único propósito: o de atacar grandes e conceituadas empresas, além de tentar ferir a honra de pessoas de bem, gente conhecida e destacada da comunidade.
O verdadeiro autor ou autores das mensagens, escondem-se covardemente na penumbra do anonimato proporcionado pelos meios eletrônicos de comunicação, sem medir as consequências danosas a que estão sujeitas as empresas e pessoas escolhidas.
O ataque anônimo e gratuito é a infâmia oculta atrás da insinuação maldosa e, geralmente, parte de pessoas que estão sempre em guerra com os outros, justamente por não estarem em paz consigo mesmas, porque já perderam há muito tempo a dignidade própria e, que por isso, não se preocupam em destruir a alheia.
Como são pessoas que não estão bem, precisam ver todo mundo mal! O anônimo, geralmente possuidor de espírito mesquinho, é um irrealizado, um fracassado!
A maledicência firma-se no anonimato, na futrica e nas mentiras abjetas. Ela funciona como um míssil teleguiado, procurando sempre destruir reputações e impossibilitar qualquer tipo de defesa para o seu alvo.
São pessoas inescrupulosas, levadas pelos mais inconfessáveis interesses ou movidas por despeito ou vingança, tentando denegrir ou ridicularizar outros semelhantes, por meio de comentários desairosos.
Falar maldosamente das pessoas é uma atividade muito mais frequente do que se imagina, principalmente no seio da sociedade, onde as pessoas que estão em evidência sempre despertam a atenção das demais, mesmo porque o comportamento delas causa muita inveja àqueles que carecem de grandeza.
O anônimo ou os covardes anônimos, como não têm atributos, procuram colocar naquelas pessoas escolhidas como seu alvo, qualidades negativas para justificar inconscientemente a frustração de não estar podendo viver nas situações e no lugar delas. Utilizam a rede de computadores, via e-mail, para dar vazão a seus ''recalques'' e ''frustrações''.
A nossa manifestação não tem a pretensão de amarrar a língua dos injuriadores, porque desejar prender a língua dos maldizentes é o mesmo que pretender colocar portas na atmosfera.
A dualidade inocente é uma condição da vida. Agora, sentimentos de inveja, ciúme, despeito e insignificância, refletidos por trás da injúria, da calúnia e da difamação, são atitudes que não podemos aceitar. A mentira não pode se tornar verdade só porque ficou forte pelo poderio exercido através dos meios eletrônicos de comunicação.
É bom jamais esquecer que a covardia do anonimato é uma espécie de metralhadora giratória que cada um de nós poderá ser a próxima vítima!
CLAUDINÊ DE OLIVEIRA é auditor fiscal em Apucarana e ex-delegado regional da Receita Estadual de Londrina

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