ESPAÇO ABERTO - Contraste do Brasil, 7 economia mundial
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Antonio Fidelis <br> <br> 
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, o Brasil ultrapassou a Itália e é a sétima economia do mundo, com um produto interno bruto (PIB) entre 2.087 a 2.090 trilhões de dólares. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país, cujo valor encontrado ao ser dividido pelo número de habitantes daquela nação resulta no PIB per capita. Isto é, o valor monetário que cada habitante daquele país teria se aquela riqueza fosse distribuída equitativamente para cada um. Assim, no caso Brasil, a renda por pessoa é de aproximadamente 11 mil dólares.
Por outro prisma, verifica-se que somando-se as economias de todos os demais países da América do Sul, Argentina, Venezuela Colômbia, Chile, Peru, Equador, Uruguai, Bolívia e Paraguai o total do PIB desses países não chega 1.44 trilhões de dólares, ou seja, apenas 69% do PIB brasileiro.
Para se ter uma ideia de valor, verifica-se que o PIB da Argentina, que é a segunda maior economia da América do Sul, chega a 370 bilhões de dólares, enquanto que somente o PIB do estado de São Paulo ultrapassa 500 bilhões de dólares.
Evidente que o Brasil tem muito ainda que avançar no aspecto social, isto porque, mesmo o país estando entre as 7 maiores economias do mundo, lamentavelmente ainda vemos recursos nacionais sendo escoados pelos ralos sujos, hediondos e asquerosos da corrupção, quando deveriam ser canalizados para a educação, saúde e saneamento básico.
É inacreditável que um país da pujança do Brasil - a 7 economia do mundo, a 2 das Américas (só perde para os Estados Unidos) e 1º da América do Sul - apresente esta teratologia econômica, que soa bizarra para os ouvidos de quem tem uma noção básica de economia.
É espantoso que vejamos no Brasil em regiões relativamente ricas como Sul e Sudeste e, principalmente, nas regiões mais pobres como Norte e Nordeste, pessoas amontoadas moribundas e agonizando em corredores de hospitais, esgoto correndo a céu aberto onde crianças ficam zanzando de um lado para outro sem qualquer proteção e à mercê de uma realidade bizarra, incompreensível e paradoxal para nós simples mortais.
O que vemos no Brasil é um grande contraste, onde convivem juntos o luxo e o lixo, Ipanema e Rocinha, para ficar apenas nesta comparação, enquanto muitos políticos despreparados para o trato da coisa pública, com suas idiossincrasias obtusas, individualistas, hipócritas e demagogas são ''responsáveis'' pelo caos na saúde pública e no saneamento básico.
Por isso, é importante que já nas próximas eleições, analisemos com profundidade, a história de cada político, para que possamos votar não naqueles demagogos que apenas têm a palavra fácil, que ficam apenas na retórica, mas naqueles que acreditamos que irão se dedicar aos interesses coletivos.
Todos nós que temos o poder do voto em nossas mãos, somos também potenciais responsáveis pelos destinos do Brasil, pois vivemos em um país democrático, capitalista e que perdura a teoria desenvolvida por Montesquieu no livro ''O espírito das leis'', escrito em 1748, absorvido modernamente pela ''Teoria dos freios e contrapesos'' (Checks and Balances), no qual os Três Poderes devem cumprir exatamente o que a constituição determina, cada qual com atribuições próprias, sempre em nome e em prol do povo, tendo a democracia e o bem-estar do povo como ponto central. É daí que se originou a célebre frase de Abraham Lincoln, grande advogado, líder nato e um dos maiores estadistas que o mundo conheceu: ''Democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo''.
ANTONIO FIDELIS é advogado em Londrina
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