Acompanhar as mudanças que o capitalismo exerce sobre as organizações hoje, é um fator indispensável diante de uma crescente competitividade. Com isso, transformou-se em estratégia de sobrevivência e de crescimento para as organizações. Mas será possível suportar o arrocho econômico?
O atual modelo econômico traz resultados não tão satisfatórios para as empresas. E em razão disso faz com que muitas forças produtivas (empresas/organizações), tenham um crescimento abaixo de seus níveis de capacidade em função das altas taxas de juros, da política econômica e da moeda americana (dólar) que afronta toda a estrutura política, cambial, econômica e social do Brasil. Sendo assim, reflete em maiores índices de desemprego, fatores sócio-econômicos e de empresas com grandes dificuldades financeiras em todo Brasil.
Fala-se muito em reformas, e neste caso a tributária vem para estimular ou não o desenvolvimento das empresas nas exportações e na redução de impostos sobre produtos e serviços? São essas e outras questões que emperram o crescimento de nossas empresas, fazendo com que moldemos toda uma estrutura financeira, estratégica, humanística e produtiva dentro dos planos governamentais. Com isso, a massa empresarial encontra sérias dificuldades para levar seus negócios adiante. Desta forma, a Ciência da Administração representa hoje um caminho melhor a ser seguido na busca de melhores soluções para as múltiplas facetas com que as organizações se deparam hoje e, principalmente, para o futuro.
Este caminho mencionado é o da reorganização, da diferenciação, de parcerias estratégicas, de um novo modelo de gestão mais democrático voltado não só para o lucro, mas também na valoração do meio ambiente e de seus talentos humanos (funcionários). A Administração representa o futuro das empresas, pois novos modelos de redução de custos, fatores de competitividade, qualidade, produção, marketing, recursos humanos, finanças e contábeis são ferramentas indispensáveis para que as empresas mantenham-se vivas diante do atual cenário econômico, no intuito de melhorar as tomadas de decisões das empresas, maximizando assim, os resultados para todos seus participantes diretos ou indiretos.
É claro que em determinados segmentos de empresas, o modelo econômico apresenta bons índices, mas nos referimos às empresas que estão com o foco voltado às exportações de seus produtos. Essas sim estão vivas no mercado. Isso não quer dizer que outras que ainda não exportam não apresentam esses índices, mas as exportações estão alavancando os resultados dessas empresas de um modo geral. O que não pode acontecer é esperar que a política governamental vá resolver todos os problemas. A busca de sobrevivência deverá partir das empresas, pois os objetivos e metas são dos empresários e não do governo.
Portanto, as organizações que souberem trabalhar com seus clientes, fornecedores, funcionários e, principalmente, seus custos, conseguirão manter-se vivas e competitivas frente aos fatores econômicos que, direta ou indiretamente, exercem fortes influências sobre o ambiente das empresas. Muitas organizações apresentam resultados satisfatórios, porém o grande desafio que as empresas atualmente enfrentam, é manter-se nesse padrão de crescimento, diante do contexto econômico. Desta forma, emerge a Ciência da Administração, que vem para contribuir imensamente na busca de melhores caminhos que vão de encontro na resolução desses problemas.
ERICK DAWSON DE OLIVEIRA e BENJAMIN AFONSO VIZINI são estudantes de Administração de Empresas na Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná em Loanda

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