ESPAÇO ABERTO - Cesta básica para cavalos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de janeiro de 2005
José Fiori 
Que tal um programa ''Fome Zero pra Cavalo'', incluindo cesta básica, FGTS, direito a férias e seguro-desemprego e plano de saúde para todos os animais (equinos, muares, jumentos...) que ajudam no transporte de lixo reciclável? Decrete-se a cassação de alvarás de frigoríficos e a interdição imediata de abatedouros clandestinos de animais supliciados até a morte.
Cerca de 500 ou muito mais cavalos transitam diariamente pelas ruas da cidade, servindo, diuturnamente, aos catadores de lixo, à polícia montada, a peões e tropeiros, a circos e jóqueis etc.. Se bem alimentados, se não torturados nem maltratados teremos cavalos mais gordos e saudáveis, mais empregos para cavalos produzindo mais e melhor para seus donos. Os animais prestam significante papel ao progresso.
Na época do tropeirismo, viajava-se no lombo de animais, nos carroções que antecederam às locomotivas e jardineiras. O sistema primitivo de transporte coletivo em Curitiba era puxado por mulas. Em cidades do interior paranaense, abundam carroças e carroções puxados por animais domésticos, que ao invés de torturados e abatidos, deveriam ser dignificados. Por outro lado, catadores e cavalos contribuem para a limpeza da cidade e a preservação ambiental, removendo o lixo acumulado das ruas.
Um programa fome zero, sugestão feita à vereança de Curitiba, prevê cadastramento e emplacamento prefeitural dos animais, com direito a cesta básica com ração e alfafa diariamente; que tenham um plano de saúde e pronto socorro veterinário; que sejam advertidos, multados e presos os infratores que incorrerem em crimes de crueldade contra animais; que os cavalos idosos e doentes sejam poupados do trabalho, com férias, seguro-desemprego, FGTS e aposentadoria vitalícia; que não haja nem holocaustos nem frigoríficos de cavalos e, finalmente, que se construa um cemitério para sepultá-los dignamente.
JOSÉ FIORI é jornalista em Curitiba


