Iniciar uma atividade empresarial e mantê-la com resultados positivos nos dias de hoje não é uma tarefa fácil. São muitas as histórias de empresários que começam uma atividade e logo se deparam com problemas inimagináveis até então. Estima-se que 50% das empresas formais e informais que começam suas atividades no Brasil fecham nos dois primeiros anos após o início. A falta de conhecimentos técnicos e administrativos muitas vezes é a causa desse problema.

Para não fazer parte dessa estatística é desejável que os empresários, ou futuros empresários, participem de cursos, consultorias e outros que os instrumentem para a tomada de decisões, tanto na área administrativa como na técnica. É comum empresários iniciantes terem dúvidas sobre os aspectos financeiros e comerciais de sua empresa. Empresas especializadas como Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), empresas juniores de universidades e outras particulares podem auxiliar com cursos sobre a viabilidade empresarial. Ao empresário, é preferível investir no conhecimento prévio, mesmo que teórico, à perder investimentos depois da empresa iniciada.

As pessoas não começam a andar de uma hora para outra. Para aprender a caminhar apoiamo-nos primeiro com as mãos e os pés. Engatinhamos. É praticamente impossível todas as pessoas terem seu próprio negócio, mas é possível evitar um fracasso anunciado ao se tomar preventivamente alguns cuidados, ainda que básicos. Inclusive simulando resultados com a feitura de um projeto. Expressões como ''espírito empreendedor'', ''faro para negócios'', entre outros elementos são imprescindíveis para aqueles que querem empreender. Mas a ''grande ideia'' de um negócio ou produto, ou uma oportunidade de negócio, podem fazer um diferencial enorme para quem empreende.

Toda atividade empresarial tem seu risco inerente e o que faz uma empresa diferenciar-se de outra, entre outros aspectos, é a capacidade que cada empresário mostra ao dirigir seu negócio. Na atividade empresarial assume-se o risco do negócio, e os empresários confiantes em sua competência conseguem resultados ao superarem problemas.

Há também a falta de compreensão de grande parte dos empreendedores que um empreendimento serve, se não para suprir uma necessidade social, cumprir uma missão. E nem sempre suprir essa necessidade significa obter lucros. A realidade empresarial exige conhecimentos diversos. Insere-se aqui a questão do ciclo de vida da empresa e do produto que, como nós, um dia nasce, tem seu ciclo de atividades e chega a um fim. Cada uma no devido tempo de existência atendendo ou não aos anseios da sociedade.

Para cada etapa do ciclo de vida de uma empresa as questões de administração diferem em gênero e complexidade. Por exemplo, uma empresa que se inicia pode ter problemas burocráticos simples para serem resolvidos. Já uma empresa amadurecida pode ter problemas graves em relação à venda de seus produtos.

Na história vivida por muitos empreendedores nem sempre houve o auxílio de muitos recursos financeiros no início de uma empreitada. Há casos, inclusive, de empresários que começaram um negócio sem possuir nenhum tostão. Existem vários exemplos de pequenos empresários que iniciaram suas atividades informalmente e com o passar do tempo formalizaram sua empresa. Esse é um objetivo a seguir. Importante lembrar que muitos aspectos jurídicos, entre eles o trabalhista, incidem de igual forma tanto para a empresa informal quanto na formalizada e os seus dirigentes devem saber lidar com todos esses fatores de forma equilibrada.

MAURICIO KALAU GONZALES é administrador de empresas e professor em Londrina


■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res (55 li­nhas) e no mí­ni­mo 1.600 ca­rac­te­res (25 li­nhas).
Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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