ESPAÇO ABERTO - As lições de uma audiência pública
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de abril de 2011
Beto Richa 
Ao realizar a primeira audiência pública de nosso governo, no dia 15 de abril, em Londrina, me senti imensamente satisfeito, até por minha ligação sentimental com a cidade onde nasci e vivi até a adolescência, vendo e aprendendo com meu pai o que é ser político sério.
Fiquei muito gratificado também pela sinergia com a população paranaense, ali representada naquele dia, e, sobretudo, por estarmos cumprindo um dos pontos fundamentais de nosso Plano de Governo, que haveremos de aperfeiçoar a cada dia de meu mandato.
As audiências públicas, com todas suas consequências benéficas, tanto para quem administra - no sentido de balizar a gestão - quanto especialmente para quem absorve seus resultados (todos os paranaenses), fazem parte de nossa carta de intenções e de princípios, e delas não abrirei mão. Como diz a canção popular, mais do que ao artista, ao administrador público cabe a missão de ir onde o povo está.
E estamos indo e iremos. Precisamos alimentar os debates, democratizá-los, dar-lhes a amplitude cabível, sem cair no populismo e nas promessas sem rumo, sem substância ou impraticáveis. Para bem governar temos que ouvir o que a população tem a nos dizer, nos propor, nos cobrar e nos indicar, assim como prestar conta daquilo que fazemos e iremos fazer.
E isto sem demagogia, mas na prática, com responsabilidade: logo depois da audiência pública em Londrina, determinei que todas as demandas apresentadas fossem repassadas a cada área do governo, através dos secretários e dirigentes de empresas públicas, inclusive aos que não puderam estar presentes, pedindo-lhes soluções, dentro de nossas possibilidades, o quanto antes.
Em Londrina, estive reunido, acompanhado por um grande número de secretários de Estado, com entidades representativas da sociedade, com prefeitos cujos municípios compõem a Associação dos Municípios do Médio Paranapanema, com lideranças de associações de moradores, enfim com pessoas que são porta-vozes dos anseios da comunidade paranaense.
Repetiremos a experiência em outras regiões do nosso Estado, especialmente nas cidades-polo regionais, conversando com lideranças de entidades de classe, com representantes de associações e sindicatos e com veículos de comunicação, para realmente conduzirmos o Paraná a um novo estágio de desenvolvimento. Não podemos simplesmente comprovar, pasmos, o abandono e o descrédito a que nosso Estado foi condenado nos últimos anos. Detectar este legado é apenas uma parte importante de nosso trabalho.
Porém, para colocarmos o Paraná na posição de destaque que ele merece e tem condições - e toda a sua população usufruir deste merecimento -, necessitamos de experiência administrativa, que acumulamos como prefeito da Capital paranaense e com a escolha de administradores competentes, de saber e eficiência política, que procuramos alimentar ainda mais a cada dia, de diálogo com todos os níveis de autoridades em todos os fóruns, e do aprendizado produzido pelas audiências públicas, que nos repassam a bússola para construirmos um Estado forte o suficiente para vencer os desafios econômicos e sociais do presente e do futuro.
BETO RICHA é governador do Paraná
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