O curso de Arquivologia da Universidade Estadual de Londrina, um dos mais recentes da instituição, está formando sua quinta turma. Tem contribuído com o desenvolvimento da cidade e região, formando profissionais competentes que atuam em diversas empresas públicas e privadas, nacionais ou multinacionais. O arquivista, segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), tem competência para organizar documentações de arquivos pessoais e institucionais, além de criar projetos de arquivos e exposições, organiza acervos arquivísticos públicos e privados; possibilita o acesso à informação; conserva e protege acervos; prepara ações educativas e/ou culturais; planeja atividades técnico-administrativas; orienta a implantação de atividades técnicas; participa da política de criação e implantação de instituições arquivísticas; auxilia na tomada de decisões estratégicas em empresas públicas e privadas. É, portanto uma área multidisciplinar, embora CAPES/CNPq a localize na área da Ciência da Informação.
Uma formação arquivística adequada leva em conta essa peculiaridade: a necessidade de esforços múltiplos, de diferentes áreas, para a consecução de seu fim último: garantir o acesso à informação, a quem desejá-la. Neste sentido, o curso da Arquivologia da UEL prepara seus discentes a cumprirem com as funções do arquivista, levando sempre em conta as dimensões teórico-prática e ética. O curso vem sendo constantemente avaliado pelos discentes e docentes com o intuito de adequá-lo às exigências do mercado, que vem numa escala ascendente desde o fim do século passado. Recentemente o currículo em implantação foi apresentado no VI Congresso de Arquivologia do Mercosul, realizado em Campos do Jordão de 16 a 20 de outubro passado, quando foi avaliado positivamente, sobretudo pela intenção de capacitar o discente para desenvolver o pensamento arquivístico no sentido de fundamentar uma arquivística brasileira, crítica e reflexiva.
Este perfil diferenciado do arquivista graduado pela UEL, tem mudado a cultura empresarial acerca da documentação. As empresas têm percebido que o arquivo é muito mais do que um monte de papel que precisa ser guardado. Hoje vê nos arquivos a memória da instituição, bem como as informações resultantes de decisões tomadas em prol de seu melhor posicionamento diante do mercado competitivo, globalizado e fiscalizado. O profissional arquivista do século XXI é aquele que não negligencia a documentação diuturna de uma instituição, ao contrário, a sistematiza e a otimiza em função de seu usuário, além de propor soluções para a gestão destes documentos - seja ela tradicional ou eletrônica -, salvaguardando a memória da empresa, com a finalidade de manter sua idoneidade e de sustentar as suas tomadas de decisões. Este é o profissional que o curso de Arquivologia da UEL tem colocado no mercado que necessita cada vez mais desta mão-de-obra especializada.
MARCO ANTONIO NEVES SOARES é professor do departamento de História e coordenador de curso de Arquivologia da Universidade Estadual de Londrina; DANIELLA DEBERTOLIS é professora do departamento de Ciência da Informação e vice-coordenadora de estágios do curso de Arquivologia da Universidade Estadual de Londrina

mockup