É infinito o alcance dos meios de comunicação social. Eles abrem acessos à humanidade para atividades culturais e, ao mesmo tempo, apontam caminhos para abolir ou diminuir desigualdades econômicas, culturais, educacionais e sociais. São instrumentos que alavancam e proporcionam entretenimento e lazer, difundem valores, propagam a identidade cultural e as tradições, melhoram o aproveitamento e a utilização do tempo. Inversamente, também podem oportunizar desperdício de tempo, gerar superficialidades, deformar a mente da criança e do jovem. Tudo depende do uso correto dos programas.
Considero importante que os pais, professores, acadêmicos, lideranças religiosas, gestores públicos dêem exemplo às crianças e aos jovens e ensinem que a leitura de jornais, revistas, livros e outras boas obras são o alimento do espírito. Ela é para a mente o que o exercício físico é para o corpo. Francis Bacon, conhecedor perspicaz da natureza humana, afirmava que a pessoa é o que sabe. No fundo, então, é, também, o que lê.
Indistintamente, todas as pessoas têm direito à cultura e à informação de qualidade. A leitura faz um ser humano completo, a discussão lhe dá agilidade mental e a escrita faz dele uma pessoa exata. Podemos acrescentar que somos também o que escrevemos, lemos e assistimos. É imprescindível, pois, se expor e escrever, se possível, diariamente.
Quem não gosta de ler iguala-se a quem não sabe ler. Pois quem sabe ler e não o faz não tem qualquer vantagem sobre um analfabeto. De fato, quem lê pouco, aprende pouco, sabe pouco. O imortal Cervantes observa que quem lê muito e anda muito vê muito e sabe muito. O aluno de um só livro é um aprendiz vagaroso e, se for um mestre ou um gestor, ainda pior, é professor ou administrador mal equipado.
São incalculáveis os benefícios que os meios de comunicação impressos e eletrônicos podem oferecer à sociedade, contribuindo, inclusive, para dar uma visão coerente e conciliadora entre os princípios da fé e os fundamentos e novas descobertas da ciência. De alguma forma, todo cidadão sofre influência ou é beneficiário da comunicação social. O uso adequado dos meios de comunicação pode contribuir para a elevação do padrão de vida dos povos, trazer benefícios à coletividade, influir e ampliar os horizontes da cultura e proporcionar divertimento sadio.

CLEMENTE IVO JULIATTO é reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e integrante da Academia Paranaense de Letras

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