ESPAÇO ABERTO - A verdadeira atividade do marketing
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de outubro de 2004
Gleicy Ferreira 
No Brasil, o marketing nasceu nas mais respeitadas escolas de Administração, trazido por uma elite de professores formada nos Estados Unidos, consolidando-se na década de 1970. Até que, no final dos anos 70, o termo passou a ser glamourizado em virtude do grande número de publicitários, no auge de sua valorização. Porém, o profissional de marketing tão bem nascido passou a ser entendido pela maioria das pessoas como uma tentativa de iludi-las em sua boa fé, ou seja, profissionais que conduzem o processo, geralmente em proveito próprio. Descobrir agora a quem cabe a culpa da distorção da profissão será algo impossível, mas talvez dos empresários menos éticos e leigos no assunto, de profissionais de outras áreas ou de alguns políticos com suas campanhas quase sempre enganosas.
E, assim, a atividade tornou-se uma ''caixa de surpresas'' na qual tira-se algum suprimento para momentaneamente ''apagar um incêndio'' na empresa, seja este uma marca que não agregou valor ao mercado, um slogan ou conceito que não gerou retorno em vendas e, isso tudo, pela falta de um planejamento de marketing e comunicação bem elaborados, que, a médio/longo prazo, geram o crescimento homogêneo da empresa em capital humano e financeiro.
Dessa forma, cabe agora aos profissionais da área realmente utilizarem as famosas letrinhas do alfabeto mercadológico que Philip Kotler (sim, sempre uma bíblia para os profissionais de MKT), nos ensina, aplicando na prática, os 4 P's (preço, produto, ponto-de-venda, promoção) e/ou os quatro A's (análise, adaptação, ativação e avaliação), levando sempre em consideração a realidade das empresas, até mesmo porque investimento em marketing consomem do cliente tempo e dinheiro.
Entretando, aos profissionais de marketing está a responsabilidade de informar que, lamentavelmente não basta depositar somente fé no negócio, mas sim assimilar os propósitos da atividade e acompanhar seu desenvolvimento dentro das organizações, colocando à disposição aquilo que realmente o marketing veio para fazer, como por exemplo: detectar as oportunidades de mercado; pesquisar; divulgar produtos/serviços aproximando o cliente de seu público-alvo; propaganda (vale ressaltar que esta ferramenta é apenas parte da comunicação e que, sozinha, grande parte das vezes não funciona), contribuindo assim, para o aumento da produtividade e da rentabilidade da empresa, muita vezes com um mínimo de recursos e custos operacionais.
Contudo, é interessante enfatizar que, enquanto a aplicação eficaz do marketing continuar sendo trabalhada de forma inadequada, a atividade será sempre um grande mistério. Fascinante, porém, incompreensível.
GLEICY BATISTA FERREIRA é formada em Marketing e Propaganda, pós-graduanda em Planejamento de Eventos, Cerimonial e Protocolo em Londrina


