Não tenho dúvida em afirmar que, entre as profissões da área da saúde, a Odontologia é uma das que mais evoluíram nos últimos anos. Profissão esta que em décadas passadas possuía um enfoque nitidamente curativo, pois limitava-se apenas a extrair e restaurar dentes. Atualmente nossa profissão prima pelo enfoque preventivo e pelo uso de alta tecnologia na resolução dos problemas bucais. Como exemplo, posso citar uma iniciativa pioneira no Brasil, a criação da Clínica de Odontologia para bebês no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A evolução à qual me refiro também pode ser constatada pela comunidade através de diversas ações, culminando com a acentuada redução nos índices de cárie dentária. A inserção do cirurgião-dentista como agente primordial nas ações preventivas que buscam a promoção da saúde num conceito mais amplo, com sua inclusão no sistema público de saúde, atuando em equipes multidisciplinares, faz com que Londrina apresente condições de saúde bucal na infância semelhante aos países do primeiro mundo. A iniciativa do Ministério da Saúde com a criação de uma coordenadoria específica na área de saúde bucal, demonstra a preocupação do atual governo com a participação da Odontologia na atenção da saúde.
Concomitantemente às evoluções citadas, posso louvar as transformações que estão ocorrendo nos currículos de nossas instituições de ensino, apontando para a formação de profissionais comprometidos, cada vez mais com a promoção de saúde, bem como inseridos e compromissados com a realidade de nossa sociedade. Preocupa-me o fato que enquanto o Ministério da Educação, por intermédio da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), sinaliza para que adotemos práticas educadoras que contemplem a total integração entre os cursos da área da saúde, alguns setores do meio acadêmico ainda se esquecem da Odontologia ou demonstram desconhecimento sobre a atuação desse profissional.
Aproveito para observar a crescente participação do cirurgião-dentista no Sistema de Saúde de Londrina e região, atuando nas UBS (Unidades Básicas de Saúde), no SUS (Sistema Único de Saúde), na Secretaria Estadual de Saúde, no Centro Odontológico da UEL, na Clínica Odontológica da Universidade Norte do Paraná (Unopar), e a participação não se restringe aos níveis de saúde pública, mas também em clínicas privadas e em hospitais.
O acesso cada vez mais fácil ao tratamento dentário, com a diminuição dos custos em nível privado e a ampliação dos excelentes serviços públicos, permite-me prever um futuro otimista para a profissão e para a população, afinal: Saúde começa pela boca.
JOSÉ ROBERTO PINTO é professor dos cursos de Odontologia na Universidade Estadual Londrina e Universidade Norte do Paraná em Londrina
3371-2332/3322-3582/9991-1927

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