Num diálogo qualquer ou em uma entrevista realizada para um processo de seleção de candidatos a uma vaga de emprego, o corpo exprime o que as palavras não dizem. Os efeitos da expressão são demonstrados através dos gestos, postura, movimento das mãos, dos braços, da cabeça e dos olhos.
Em teoria da comunicação, sabe-se que a mensagem transmitida pelos gestos causa um impacto que responde a mais da metade da eficácia no discurso, enquanto que o conteúdo não chega a 10% no índice da eficácia apontada.
Os movimentos constituem-se em uma ferramenta de apoio para as palavras. Quando o gesto é amplo, a mensagem é universal. Sendo o gesto lento, a mensagem parece dramática. Já a mensagem é alegre quando os gestos são espertos, vivazes.
Pierre Weil em seu livro ''O Corpo Fala'', separa o corpo em três partes: a primeira é constituída da cabeça e simbolizada pela águia. A parte onde está localizado o cérebro representa a inteligência. A postura da cabeça erguida, aliada ao olhar firme, representa maior utilização da inteligência.
A segunda é a parte do tronco, simbolizado pelo leão. Quanto mais empinado os ombros, mais inflado é o ego, ou a representação do ''senhor sabe tudo''. Ombros encolhidos demonstram que o moral está em baixa.
A terceira parte é constituída pelos órgãos digestivos e reprodutivos, simbolizados pelo boi. Esta é a parte que rege as necessidades básicas e, por possuirmos o instinto da sobrevivência, por vezes ela se sobrepõe sobre as outras. Quando comemos muito ou estamos apaixonados, nossas energias concentram-se nesta área e, assim, sonhamos mais e a ''águia'' trabalha de maneira lenta.
A última parte é constituída pelos terminais (mãos, pés, etc.), simbolizada pelas serpentes. É por onde saem as energias. É fácil identificar os pontos de interesse em um diálogo observando o movimento dos terminais, que também fecham a entrada de energias (área próxima ao estômago) ao cruzar os braços, significando que a pessoa não encontra-se interessada no assunto. Quanto mais retraídos estiverem os terminais, maior o desinteresse ou concordância com o assunto.
Observe os sinais que você envia, consciente ou inconscientemente, para o seu entrevistador. O que eles vêem é o que eles assumem a seu respeito. Cruzar os braços; segurar um objeto em frente ao peito; olhar fixamente para uma pessoa, dando a impressão que a está encarando, entre outros gestos, enviam uma mensagem sublimar ao entrevistador de maneira negativa.
No entanto, um sorriso autêntico, confiante e oportuno; expor as palmas das mãos para o interlocutor enquanto fala, demonstrando que quem fala é uma pessoa sincera e não tem nada a esconder são sinais positivos que devem ser utilizados. Tais sinais podem ser ensaiados e praticados, no entanto, devem ser autênticos.
ROSELIS NATALINA MAZZUCHETTI é doutoranda em Ciências Empresariais e coordenadora do curso de Administração das Faculdades Guarapuava

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