Homens e mulheres têm muitas diferenças. Diferem nas atitudes, na maneira de pensar e agir e principalmente no comportamento sexual. Algumas mulheres contam que o companheiro chega em casa depois de um dia estafante de trabalho e consegue resumir a jornada em duas ou três frases. Elas sentem necessidade de uma conversa mais elaborada, detalhada. É por isso que respondem com uma verdadeira dissertação a ''como foi o seu dia''?
As mulheres adoram interagir, conversar, trocar idéias. São características femininas, que aparecem logo na infância. Os homens, ao contrário, são de poucas palavras e não conseguem compreender o gosto feminino pela conversa afiada. Isso, às vezes, gera desentendimento entre o casal, especialmente quando a mulher cobra um diálogo mais participativo. Outra queixa comum das mulheres é a falta de carinho e a desatenção com detalhes importantes, como a data de aniversário do casamento ou o dia que se conheceram. Para elas é fácil guardar a data do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro filme visto juntos, pois valorizam muito os aspectos afetivos da relação.
Os homens costumam se queixar que as mulheres não se interessam muito por sexo. Dizem que não são desejados como deveriam ser e que elas raramente tomam a iniciativa. Um estudo recente que fiz com 45 homens mostrou que mais da metade deles - 58% - não se sentem sexualmente desejados. 78% do grupo são valorizados como pais, cidadãos e profissionais, mas não como amantes.
Muitas mulheres têm fantasias e às vezes desejo sexual, mas não procuram os seus parceiros. Muitas vezes precisam de um estímulo para dar o primeiro passo. Essa atitude é bem mais fácil quando se tem 20, 25 anos. A mulher de 40 ou 50 anos dificilmente toma a iniciativa. Ela é receptiva eroticamente e chega a ter orgasmos múltiplos, mas se mostra inibida em falar que deseja sexualmente seu parceiro ou que está a fim de um encontro íntimo.
As diferenças entre os dois sexos devem ser respeitadas. Tanto o homem quanto a mulher precisa entender que cada um tem a sua maneira de ver o mundo, de se expressar e de se relacionar. Assim, as diferenças deixam de ser um fator de conflito e distanciamento e se tornam um aditivo para uma relação prazerosa.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo
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