ESPAÇO ABERTO - A expansão do segmento idoso
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de dezembro de 2004
Maria Angela Santini 
Hoje, estamos assistindo um grande investimento nas questões biológicas, psicológicas, sociais e políticas sobre a velhice e o processo de envelhecimento, passando a ser o foco principal de atenção em diferentes instâncias da sociedade, culminando em diversas ações, promovidas e propostas por frentes de atenção aos idosos, através de ações públicas, privadas, religiosas e de defesa de direito.
A ampliação da discussão da questão do envelhecimento no Brasil trouxe mudanças importantes no trato da questão, como exemplo o fato da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -, implantando a Pastoral da Pessoa Idosa, com a coordenação da dra. Zilda Arns, exemplo de dedicação e solidariedade em nosso país.
Portanto, as ações de parceria, de rede e as políticas públicas e principalmente a política da não institucionalização do idoso é que os levam a melhores condições de vida, com menor dependência e maior autonomia.
A discussão que toma corpo a respeito das ações de solidariedade, de atenção especial ao idoso, da legislação brasileira, e das políticas sociais, devem ser entendidas como direitos, considerando o idoso cidadão e não mais simplesmente beneficiário, onde os serviços públicos, a sociedade e os familiares respondam as suas obrigações enquanto responsabilidade de todos, para a melhoria da condição de vida dos idosos, com qualidade e dignidade.
Um novo cenário poderá ser construído, com a alteração de conceitos e mitos, e onde as relações de respeito às diferenças e aos limites humanos possam ser evidenciadas, para este grande investimento de garantia do direito humano, para todas as idades, bastando o compromisso de todos para a construção de novos caminhos para a nossa sociedade.
MARIA ANGELA SANTINI é mestranda em Política Social, assistente social e gerontologa em Londrina


