ESPAÇO ABERTO - A Europa unificada deseja ter uma alma
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de agosto de 2004
Natalício José Weschenfelder 
''A Europa é um grande projeto político, mas que se sustentará no tempo somente se tiver uma alma forte, somente se tiver um espírito (Alma). Para ser cidadãos europeus não se deve colocar entre parênteses a fé, ao contrário, pode-se e deve-se alimentar da própria fé e extrair dela os fundamentos da coerência ética, da perseverança, da sabedoria, da humildade, da partilha, da magnanimidade''. (Encontro de Stuttgart, 8/5/2004).
Aos poucos até os países do ex-bloco comunista desejam ingressar na Europa unificada com sua moeda forte e novas perspectivas de futuro. Um bloco forte europeu está competindo com os Estados Unidos e já começa a mostrar sua força, apesar do Tratado do Atlântico Norte.
''Há 2 anos diversas organizações dos movimentos e comunidades católicas e evangélicas chegaram a uma conclusão no encontro em Stuttgart, Alemanha, para contribuir e 'dar uma Alma' ao processo de unificação da Europa, a fim de que este continente realize o projeto dos países fundadores: uma família de povos unidos e de nações reconciliadas empenhadas na construção da paz e da unidade de toda a família humana. Foi escolhido o dia 8 de maio, aniversário da conclusão da 2 Guerra Mundial (8 de maio de 1945) e, no contexto imediato do ingresso, na União Européia (EU), de mais países do Leste europeu, além de Chipre e Malta (1º de maio de 2004), levando a EU a um total de 25 nações.'' (Mundo missão, junho 2004, página 120).
Hoje a Europa sente na sua história ainda muitos rancores de muitas guerras entre os seus países por causa de 2 guerras mundiais. O povo está dizendo que basta de guerra e sangue derramado.
O papa João Paulo II enviou uma mensagem para o encontro de Stuttgart, dizendo que ''Os cristãos de todos estes movimentos espirituais reunidos em Stuttgart confirmam que o evangelho levou-os a superar o nacionalismo egoísta e a ver na Europa uma família de povos com uma riqueza de variedades culturais e experiências históricas que, ao mesmo tempo, está unida em uma espécie de comunidade vinculada pelos mesmos destinos históricos''.
Entre as conclusões finais do encontro de Stuttgart podemos ler que fraternidade é partilha de bens e de recursos; igualdade e liberdade para todas as pessoas; aprofundamento do patrimônio cultural comum; abertura a todos os portadores de outras culturas e religiões; amor solidário para com os fracos e os pobres nas nossas cidades; senso profundo de família; proteção da vida em todos os seus percursos naturais e cuidado com a natureza e com o meio ambiente; desenvolvimento harmonioso dos meios de comunicação social.
Assim a Europa deve ser mensagem de paz ativa, construída no cotidiano, tendo com base o perdão concedido e uma paz que deseja construir pontes entre os povos, globalizando a solidariedade e a justiça.
NATALÍCIO JOSÉ WESCHENFELDER é padre em Marmeleiro (PR)


