ESPAÇO ABERTO - A disponibilização de todas as coisas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
Walmor Macarini 
O sol é para todos, assim como o ar e a chuva. Isto nos dá a compreensão da onipresente existência de tantas coisas, visíveis e invisíveis, que nos envolvem e formam conosco a grande harmonia, dentro de um idêntico campo de energia, vibração e co-criação. Por isso que todas as criações pertencem a todos e não são de autoria de ninguém, cabendo a cada um que as descubra e as desenvolva apenas o mérito de ser esse agente. Tudo já está pronto, não havendo portanto o denominado direito autoral, e nem haveria necessidade de registro de inventos. Aquilo que se descobre e aquilo a que se dá forma é missão daqueles dotados de atributos afins e capazes dessas execuções.
As pessoas estudam especialidades porque são vocacionadas para tal área de conhecimento. A elas caberá captar tudo de inovador que poderá vir, no âmbito de seu campo. A imaginação para enxertia de uma planta não se revelará para o engenheiro, mas para o botânico ou para quem, mesmo leigo, carregue em si registros pertinentes.
Os semelhantes captam coisas que lhes são afins, porque capacitados a manejá-las. Não devemos ficar surpresos com aptidões exepcionais de certa categoria de pessoas para tarefas específicas, quando para nós elas parecem tão difíceis. Certamente que também fazemos bem coisas que aquelas pessoas não conseguem. Afins atraem afins, na relação de pessoa a pessoa, no desempenho de artes e ofícios e no desembaraço ante determinadas situações.
As músicas, os poemas, os achados científicos e tecnológicos, as revelações, pertencem a todos. Não é demais bater palmas para quem traz cada coisa a lume, para quem preparou-se para ser o intérprete, o mensageiro, o canal condutor de cada manifestação. Mas o domínio sobre setores da inteligência humana não significam posse daquilo, como um direito pela descoberta e pelo imginado invento, porque tudo está no éter e, portanto, não tem um dono especial. Se uma coisa é boa, deve ser difundida amplamente, para proveito de todos; deve ser disponibilizada pelo descobridor ou intitulado autor, como doação à vida.
Quem quiser reproduzir as coisas que escrevo, se isto for do agrado, que o faça. Nada é meu, porque tudo é produzido na usina cósmica, cabendo-me a tarefa de captar e dar forma, conforme minha aptidão. No site www.sercomtel.com.br (Colunistas) está escrito, ao pé de meus artigos, que é proibida a reprodução, mas tal é norma daquela companhia, como salvaguarda dos colunistas. De minha parte, tudo pode ser copiado e reproduzido).
A natureza criadora pertence ao espírito universal e revela-se na materialidade, e nós compomos essa natureza porque compomos a sabedoria divina. Então, tudo é de todos e nada é especialmente de alguém. A suprema criação disponibiliza todas as coisas e nada cobra.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


