A ciência humana nada cria. Ela descobre, e a tecnologia desenvolve essas descobertas. Mas nem em um como em outro casos há algo novo. O homem apenas redescobre o que já guarda em sua memória remota. Tudo o que faz é uma revivência do já fizera antes. ''Nada há novo debaixo do sol''. Certamente que muitos de nós já fomos atlantes e lemurianos, e aquele foi um tempo em que a tecnologia foi mais desenvolvida do que a que hoje conhecemos. (A razão da debacle foi que aquelas civilizações não desenvolveram, paralelamente, a necessária espiritualidade, sustentadora de todas as coisas).

O que a ciência conhecida descobre é o que a ciência cósmica que se pode denominar ciência espiritual já guarda e dispõe. Esta é a ciência-mãe, e disto Einstein chegou a ter percepção ao captar respostas através de sua intuição. Ele ia beber do seio da Fonte. Muitos de seus colegas não mencionam essa faculdade mística do mestre, pois não desejam fazer concessões à idéia de que a ciência física está vinculada a uma ciência perene, transcendente.

Natural que ele tivera de preparar-se como matemático e físico para poder entrar nessa consonância. Porque uma informação não é captada por quem é alheio ao respectivo conhecimento. A revelação de um poema (costuma-se dizer inspiração) não chegará a um ferreiro, mas a um poeta, assim como não chega ao poeta e intuição sobre uma nova maneira de forjar o ferro.

Os que esperam apenas a resposta da ciência convencional para crer em certas coisas, atrasam-se, porque esta é caudatária da Grande Ciência. Einstein tinha razoável consciência disso, mas na maioria dos casos cada um crê que é o autor de determinadas façanhas, quando na verdade é co-criador, um buscador autorizado porque já pronto para isso e naturalmente que o preparo para cada ramo do connhecimento, pelo intenso estudo e pela busca, é um mérito.

A ciência oficial não explica a lei desconhecida que faz brotar do ramo da roseira uma rosa. A genética vegetal explica o fenômeno, segundo os seus parâmetros, mas a ciência dos homens não explica a genética. O nascimento de um ser, no âmago da mulher, a genética humana explica, mas a ciência não explica o princípio antecedente que faz uma vida ser gerada dessa forma. A ciência convencional explica resultados segundo quadrantes que ela própria estabelece, mas não explica a origem do sopro da vida, e esta remonta à ciência transcendente, desconhecida da maioria dos comuns.

Essa ciência espiritual é criadora, e a ciência convencional é apenas manifestadora. Não crer na ciência maior e apoiar-se apenas na ciência secundária é uma deliberada vontade de não abrir vertentes para o conhecimento mais amplo; é entregar-se ao conforto da ignorância, que não obriga a perquirir, a pensar, a co-criar e a recriar.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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