A atuação política da Sociedade Rural do Paraná (SRP) tem sido firme, sem estardalhaço, com respeito aos cargos institucionais, mas sem abrir mão das reivindicações, aspirações e anseios dos agropecuaristas. Respeito sim, subserviência nunca!

Certo é que a Sociedade Rural do Paraná ganhou mais representatividade e respeitabilidade nestes últimos anos, tanto que, por diligência da diretoria, visitaram a Exposição do ano passado o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da área do agronegócio e outros, o governador do Paraná e inúmeras outras autoridades. Foi a Exposição que mais recebeu autoridades de expressão e lideranças empresariais.

A vinda de Lula no ano passado serviu para mostrar ''in loco'' o porquê da importância do agronegócio, bem como do produtor agropecuário. Justificando, com isso, o nosso inconformismo com as invasões de terras, juros escorchantes, falta de recursos e outras dificuldades vividas pela classe produtora.

Uma de nossas lutas na SRP, juntamente com suas co-irmãs, através do Conselho das Sociedades Rurais do Paraná, foi a questão relacionada com as invasões de terras e a execução das reintegrações de posse. Quarenta e quatro dessas reintegrações já aconteceram.

Temos nos posicionado igualmente a favor da pesquisa sobre os transgênicos, porque não podemos nos insurgir contra os avanços da ciência. Entendemos que a opção de se plantar culturas transgênicas, convencionais ou orgânicas deve ser exclusivamente do produtor. Nossa tarefa, no entanto, é lutar para que o agricultor seja municiado com o maior número de informações que permita que ele faça uma escolha consciente. Defendemos também que o consumidor seja informado sobre a composição dos produtos que irá adquirir.

Entendemos ainda, que se quisermos desenvolver mais o setor, e por consequência criar mais empregos, é fundamental a alteração da legislação trabalhista em vigor, que além de retrógrada, que em sua origem foi uma adequação da legislação urbana, portanto não sendo adequada à realidade rural. Defendemos também o apoio para a instalação de agroindústrias regionais, que garantiriam a agregação de valores e possibilitariam a melhoria da renda e ajudaria a fixar o homem no campo.

Por entendermos que o agronegócio é o sustentáculo do nosso País, e considerarmos o produtor de vital importância para o desenvolvimento da economia brasileira, não podemos aceitar, absolutamente, afirmativas irresponsáveis, levianas, principalmente de quem tem a obrigação e a responsabilidade de nos comandar, enaltecendo e louvando atitudes anticonstitucionais, próprias de quem não está interessado no progresso do País, na paz e na ordem no campo. Pelo contrário, fazendo discursos que desestabilizam o processo produtivo rural, levando a insegurança e a incerteza de abastecimento da população brasileira.

Sempre nos colocamos a serviço da nação e nunca foi desejo da classe produtora ''satanizar'' quem quer que seja, e muito menos ''infernizar'' o trabalho de nossos governantes. Por isso, e também por isso, sou candidato à reeleição ao cargo de presidente da Sociedade Rural do Paraná. Que caiam sobre todos nós as verdadeiras bênçãos de Deus!

EDSON NEME RUIZ é presidente da Sociedade Rural do Paraná e candidato à reeleição

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