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Londrina

Opinião

m de leitura Atualizado em 20/05/2022, 09:42

ESPAÇO ABERTO - 15 de maio, dia da/o assistente social

Ao longo da história do Brasil, os/as assistentes sociais sempre estiveram ao lado da ampliação dos direitos sociais

PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de maio de 2022

Lenir de Assis
AUTOR autor do artigo

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Comemorar o dia da/do assistente social é uma forma de reconhecer o trabalho de uma categoria profissional que tem na sua história a marca de lutas e de compromissos com o enfrentamento da desigualdade social e a defesa intransigente da democracia. Ao longo da história do Brasil, os/as assistentes sociais sempre estiveram ao lado da ampliação dos direitos sociais, reconhecendo que vivemos num modelo econômico com uma difícil coadunação entre a produção de riqueza e a igualdade social.

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|  Foto: iStock
 

Assim, neste ano, em especial nesta data comemorativa, os/as assistentes sociais brasileiros/as e os/as mais de 8500 assistentes sociais paranaenses se colocam ao lado da luta sob a bandeira “Somos e lutamos com elas em defesa dos direitos e das liberdades democráticas”*, o que expressa clara alusão e o reconhecimento de que a desigualdade social, nos dias atuais, tem sim, um componente mais perverso quando se lê sob a lente de gênero e de raça, pois o resultado do racismo estrutural e a discriminação de gênero acaba por deixar vazios protetivos e de direitos sociais às mulheres pretas em todos os cantos do Brasil.

Desse modo, o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), órgão regulador da profissão, mais uma vez, se coloca reafirmando o compromisso ético dos/as assistentes sociais na defesa do aprofundamento da democracia, tema que, nos dias atuais, tem ressurgido como campo de resistência, diante das ameaças do autoritarismo decantado recentemente. Esse cenário também é desenhado pelo desmonte das políticas públicas setoriais, apenas como um triste exemplo, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) teve um corte de mais de 2/3 no seu orçamento federal, impactando na oferta de serviços à população mais pobre e nas condições de trabalho das/os assistentes sociais.

Atuando em todas políticas sociais, (saúde, a previdência, a habitação, a assistência social, dentre outras), cotidianamente as/os assistentes sociais veem desvelada, de forma concreta, as expressões da questão social e atuam na difícil tarefa de universalizar e de garantir acesso aos direitos sociais e à proteção social. Apenas em Londrina, segundo dados do Ministério da Cidadania, são mais de 159.136 pessoas que vivem com menos de ½ salário mínimo per capita, o que corresponde a mais de 27% da população do município. Os/as assistentes sociais integram as equipes interdisciplinares, no interior das instituições, buscam incessantemente atender às mais complexas demandas que se expressam no cotidiano das vidas de homens, mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência que buscam proteção e direitos sociais e, portanto, atuam numa difícil mediação entre as demandas e as ofertas dos serviços e benefícios oferecidos por todas as políticas sociais.

Com uma densa formação, essas/es profissionais estão cotidianamente conectadas/os com as grandes lutas sociais que reconhecem o direito de grupos populacionais e, não é sem motivo, que atualmente têm trazido à tona as consequências do acirramento da pobreza e da desigualdade, recentemente agravadas pelas escolhas no caminho de modelos econômico e social que distanciou do horizonte do desenvolvimento economicamente igualitário e sustentável. Soma-se a isso as consequências das crises sanitária e social provocadas pela Covid-19, tempo em que os/as assistentes sociais atuaram na linha de frente no enfretamento da realidade de pobreza e desproteção que assistimos acelerar em todo o Brasil e não foi diferente em Londrina, pois se viu aumentar a procura por atendimento nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) em mais de 300%.

A trajetória do Serviço Social enquanto profissão posta na divisão sociotécnica do trabalho se plasma com as grandes lutas engendradas no Brasil que reconheciam a centralidade de se construir uma sociedade mais digna e igualitária. Assim, fica expresso nesse pequeno texto toda a nossa admiração e respeito por uma categoria profissional que contribui para superação da subalternidade e o empoderamento dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Força, Reconhecimento e Resistência a todos/as assistentes sociais!!!

*Tema da live unificada do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS)) que marcará o 15 de maio.

Lenir de Assis – vereadora de Londrina pelo PT e socióloga

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