Curitiba - Por falta de leitos nos hospitais, muitos pacientes têm a sua sentença de morte praticamente assinada. É claro que não é fácil para ninguém assimilar essa idéia. Pelo contrário, gera revolta. Porém, muitas vezes os médicos se vêem entre a cruz e a espada, tendo que escolher quem vai ganhar a vaga ''salvadora'' primeiro.
''E óbvio que nós vamos sempre fazer de tudo para salvar todos os pacientes. Mas se há uma vaga para duas ou mais pessoas, infelizmente temos que ser racionais e adotar critérios de prioridades para escolher quem vai ocupá-la'', afirma o médico e diretor de Atenção à Saúde do Pronto Socorro Muncipal de Ponta Grossa, Amílcar Ruani.
O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Luiz Sallim, classifica essa escolha que muitas vezes o médico precisa fazer como um dilema ético. ''É preciso trabalhar no sentido de melhorar essa situação para acabar com essa decisão ética. É necessário para que nem os pacientes e familiares e nem os médicos sofram com isso'', acredita. (A.B.)

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