Como formadoras de líderes, as Escolas de Negócio precisam usar sua esfera de influência e relacionamento com mercado, instituições, empresas e executivos, para incentivar a adoção da sustentabilidade como princípio estratégico de gestão. Não menos desafiante, devemos procurar exercer o princípio da auto-referência ao ''olharmos para dentro'' e adotarmos esses conceitos e valores em nossa própria realidade. Ou seja, não dá para ensinar aquilo que não se pratica.
Em 2006, Kofi Annan, então secretário-geral da ONU, designou uma desafiadora tarefa a um grupo de representantes de Escolas de Negócios. Deveríamos construir princípios que norteassem a educação executiva dos próximos anos, de acordo com conceitos de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa. É provável que os Princípios para Educação Empresarial Responsável (Principles for Responsible Management Education - PRME) sejam considerados uma das mais inovadoras iniciativas que a academia já tomou em relação ao futuro do planeta. Seu surgimento não poderia ocorrer mais tarde ou de maneira isolada. Ou seja, há que se ressaltar a relevância de ser um movimento atual e global.
Foi por esta atuação, por encontrar na transversalidade a melhor maneira de aplicar o PRME, que fomos convocados pela ONU a contar nossa história, durante o 1º Fórum Global de Educação Empresarial Responsável. O evento ocorreu no começo de dezembro, em Nova Iorque e reuniu representantes de instituições educacionais do mundo todo. O engajamento que conseguimos de nossos colaboradores, corpo docente e discente - grandes atores deste panorama de mudança - fez com que nossas iniciativas fossem internacionalmente reconhecidas.
Por isso não tenho dúvidas de que o papel das Escolas de Negócio é de ser um dos agentes deste processo de transformação que o universo corporativo atravessa. Enquanto instituição educacional é imprescindível que não percamos este timing, este tino inovador. Entendemos assim que a Educação Empresarial Responsável é nossa resposta ao futuro.

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