Homicídios, policiais mortos, viaturas e ônibus incendiados, guerra entre traficantes. Os exemplos de violência são constantes e vêm assustando a população. Em São Paulo, quase cem policiais militares foram mortos nos últimos meses por integrantes de uma facção criminosa. Em Santa Catarina, ônibus foram incendiados e tiros foram disparados contra uma base da PM e um presídio recentemente.

No entanto, não é preciso ir longe para presenciar cenas de caos. Neste ano já foram registrados 100 homícidios em Londrina. Outras 25 pessoas foram mortas em confronto com a polícia na área de abrangência do 5º Batalhão e da 4 Companhia Independente da PM. Em 2011 foram 10 mortos na mesma região. Isso significa um aumento de 140% em relação ao ano anterior.

Os dados estatísticos da violência, que não param de crescer, escondem centenas, milhares de histórias de dor e sofrimento de vítimas, familiares e amigos. E à medida que aumenta a comoção, cresce também a pressão popular por medidas que reduzam os níveis alarmantes da criminalidade em todo o País.

Para Guilherme Assis de Almeida, pesquisador no Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), a situação só pode ser resolvida se enfrentada em suas várias frentes e não apenas com reforço do efetivo policial.

''Minha perspectiva é clara. Prevenir a violência é ter políticas sociais sérias, efetivas, planejadas, supervisionadas e que pensem em uma questão central que é a formação da pessoa'', determina.

Leia a entrevista completa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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