Erros nos ministérios
O segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) começa com a velha fórmula praticada na política: a distribuição de cargos em troca de apoio no Congresso Nacional. O loteamento de cargos, todos sabem, é a origem de escândalos de corrupção, como ocorreu no caso do mensalão em 2005 e, mais recentemente, no caso de desvios de recursos da Petrobras, revelados pela Operação Lava Jato no ano passado. Além disso, abre uma enorme brecha para "deslizes éticos" e para a ineficiência administrativa.
No time escalado pela presidente há nomes sem qualquer comprovação de conhecimentos na área em que atuarão. É o caso de Cid Gomes (Pros-CE) a frente do importante Ministério da Educação; do pastor da Igreja Universal George Hilton (PRB-MG), nos Esportes; de Aldo Rebelo (PcdoB-SP), nas Ciências e Tecnologia. Essas indicações foram amplamente criticadas pelas comunidades interessadas. Se não fosse pelo simples motivo de acomodar aliados, também não teria sentido a nomeação de alguns derrotados nas urnas no ano passado, como Helder Barbalho (PMDB-PA) na Pesca e Eduardo Braga (PMDB-AM) nas Minas e Energia, por exemplo.
Outro ponto importantíssimo é a enorme quantidade de ministérios. São 39, um número muito grande quando se fala em austeridade. Além de abrir espaço para erros em indicações, que definitivamente foram cometidos, o total de pastas torna a máquina pública ainda mais pesada e inchada. É dever da opinião pública manifestar-se contrariamente a essas nomeações que pouco poderão atuar em favor dos brasileiros.
Se supostamente um ministério ou secretaria são mantidos é porque têm funções indispensáveis e que devem ser executadas de forma eficiente. Essa é uma das principais tarefas da administração pública. Qualquer ato que fuja desse propósito, parece ter por finalidade retirar recursos de áreas prioritárias para a promoção do crescimento do País, como obras de infraestrutura, e para o bem-estar da população, como o atendimento de saúde e a educação.





