Erros nas pesquisas
Fatos novos de última hora? É o que se alega, normalmente, quando os resultados das pesquisas são diferentes dos da apuração nas urnas. Sim, isso pode ser até compreensível, mas o que não dá para "engolir" é quando acontece (vou pegar somente um caso para exemplificar) o que vimos, surpresos e estarrecidos, com as pesquisas sobre as intenções de votos da Dilma para senadora em Minas Gerais. Acho que nada justifica o "erro" dos institutos (quero ser honesto, não sei se todos) quando apontavam ela, desde de o início até a véspera da votação, como a líder nas intenções de votos. Sabemos que a publicação dessas pesquisas podem influenciam o eleitor, alterando o resultado de uma eleição. Só não influenciou a da Dilma, porque até para a ingenuidade e ignorância existem limites para a sensatez, o que, infelizmente não ocorre em quase todos os outros casos. Penso que o ocorrido em Minas evidenciou "algo" estranho, gostaria até de pensar que os eleitores mineiros foram tomados, do último sábado até o final do domingo das eleições, por alguma "coisa" (fatos novos como justificam os institutos) que os tenham trazidos à realidade brasileira. Ou é isso, ou é caso de polícia, que deve ser investigado pelo Ministério Público, para que essa prática, cheirando à estelionato, não venha a ocorrer novamente.

JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) - Londrina

Críticas
Após manifestação democrática de voto obrigatório, os brasileiros têm, na ponta dos dedos, a eleição definitiva para presidente da República no dia 28 de outubro. Diante de vencedores e derrotados, vislumbramos no embate do primeiro turno, um fato curioso, enigmático e agora vergonhoso e constrangedor. Em vez de falarem sobre o que poderiam fazer para melhorar o País, ficaram criticando e desenterrando o passado, uma perda de tempo, pois chegaram ao nível de ofensas pessoais. Pois então, agora são dois que disputam para presidir o Brasil. Caso estivéssemos em um país de primeiro mundo, com certeza, veríamos por parte dos candidatos derrotados um pronunciamento do reconhecimento da derrota, e fato contínuo relevante, prestar seu apoio ao candidato de sua preferência no segundo turno. Há ainda a mídia que apoiou um ou outro candidato vencedor, e hoje ainda não apresenta imparcialidade necessária no estado de direito. É inegável que no segundo turno teremos que decidir, seja por Haddad, de esquerda, ou Bolsonaro, de direita, e não convém ficar dizendo e bradando aos quatro ventos, que os dois não representam seu governante futuro. Concluindo, ainda estamos longe de ser uma nação democrática de direito em sua plenitude, pois ainda há rancores residuais que deveriam inexistir após as apurações das eleições.

YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

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