Zerar o analfabetismo no Paraná ainda é um dos grandes desafios para os gestores públicos. Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, referente a 2011 (último dado disponível), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indica que 5,29% dos paranaenses com 15 anos não sabem ler e escrever. Há dez anos, o índice era de 7%. Apesar da melhora, o Estado contribui para elevar a média da Região Sul, que é de 4,22% de analfabetos. Em Santa Catarina, a porcentagem é de 3,36% e no Rio Grande do Sul, 3,67%.
No Brasil, 12,9 milhões de pessoas não sabem ler ou escrever, o que corresponde a 8,6% do total da população. O analfabetismo está concentrado entre as pessoas com idade mais elevada, a partir dos 30 anos. O ponto positivo e que indica que o índice vai cair a longo prazo é que mais de 98% das crianças com idade entre 6 e 14 anos frequentam a escola.
Os números reforçam a teoria de que é preciso investir na alfabetização de adultos. Os incentivos governamentais, como o Bolsa Família, estão atrelados à frequência escolar de crianças e adolescentes, o que de certa forma garante a alfabetização. No entanto, o índice total ainda mostra o atraso educacional do Brasil, que não conseguiu garantir o acesso à educação para quase 13 milhões de pessoas, a maioria moradores das regiões Norte e Nordeste. Desta forma, é preciso a elaboração de um plano de trabalho conjunto e com envolvimento dos governos federal, estadual e municipal para fazer valer esse direito que, inclusive, é garantido pela Constituição Federal.
Atrair adultos para a escola e mantê-los na sala de aula deve ser prioridade para os governos. Por isso, formação e capacitação dos professores é ponto primordial. Eles devem estar preparados para receber esse público e para atender as suas necessidades reais. Se mudou a forma de ensinar uma criança, para os adultos vale a mesma premissa. É preciso dinamizar a educação, até para garantir a redução de uma outra taxa: a do analfabetismo funcional.

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