Era moderna e alimentação
A era moderna trouxe inúmeras facilidades à vida das pessoas. "Eletrodomésticos inteligentes", computadores, telefones celulares, internet e mais um sem fim de novas utilidades acabaram por conquistar parte da população. E, da mesma forma, os novos tempos também trouxeram alguns retrocessos. Um deles é referente à alimentação. A entrada da mulher no mercado de trabalho, aliada à sensação de "falta de tempo", contribuíram para mudar o hábito alimentar dos brasileiros.
Prato tipicamente nacional, por décadas a combinação "arroz e feijão" reinou absoluta na mesa. No entanto, nos últimos anos o consumo caiu. Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que em 2002/03 a quantidade média per capita adquirida de arroz polido foi de 24,5 quilos; em 2008/09 essa média caiu para 14,6 quilos uma redução de 40,5% no consumo. As aquisições médias de feijão passaram de 12,4 quilos em 2002/03, para 9,1 quilos em 2008/09 queda de 26,4%. O grupo dos cereais e das leguminosas, do qual fazem parte o arroz e o feijão, apresentou uma redução de aquisição de 19,4% entre as duas pesquisas e está entre os três grupos com as maiores quedas média das aquisições.
A pesquisa ainda mostra aumento na compra de alimentos prontos para consumo e de ultraprocessados. Esta mudança de hábito pode estar diretamente relacionada ao aumento de percentual de adultos com excesso de peso. Há 40 anos, 24% da população tinha sobrepeso; esse índice atingiu os 49% em 2008/09. O mesmo já é verificado em crianças: uma a cada três entre 5 e 9 anos está acima do peso recomendado, também um percentual bastante alto.
O problema do sobrepeso é o aparecimento de doenças, tais como diabetes, pressão alta, aumento do colesterol, entre outros. E, nesse caso, é preciso uma ampla campanha de conscientização que informe a população sobre os benefícios de uma dieta balanceada e os problemas relacionados à uma má alimentação. É importante que hábitos saudáveis sejam resgatados.





